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27 Mai 2014 - 09:30

Ex-mulher de empresário gerou megaoperação em MT

Karina Peres, 37, diz que levava "vida de luxo" com Jr. Mendonça

Mídia News

 A megaoperação da Polícia Federal que investiga todos os Poderes em Mato Grosso teve origem na denúncia da ex-mulher de um dos envolvidos. "Sou um arquivo vivo", disse à Folha Karina Peres, 37, ex-mulher do empresário Gércio Mendonça Jr.

Júnior Mendonça, como é conhecido, é dono das empresas Amazônia Petróleo (postos de combustíveis) e Globo Fomento (factoring), entre outras. Para a PF, elas funcionavam como uma espécie de "banco clandestino", abastecido por empréstimos privados fraudulentos e dinheiro público desviado.

"Viajávamos muito, muitos carros, gastávamos R$ 100 mil por mês"

Na última terça-feira (20), a chamada Operação Ararath fez buscas até na casa do governador Silval Barbosa (PMDB), que chegou a ser detido por posse ilegal de arma.

Em fevereiro, Mendonça Jr. resolveu colaborar com a apuração, após a PF reunir uma série de provas de enriquecimento ilícito e de crimes financeiros supostamente praticados por ele. Agora presta informações em regime de delação premiada (em troca de benefícios na acusação) –já disse, por exemplo, ter emprestado R$ 4 milhões para a campanha de Barbosa em 2010.

Quase oito anos antes, em agosto de 2006, o empresário já era alvo de denúncias de Karina. Ela procurou a Polícia Civil de MT logo após se separar de Mendonça Jr., com quem se casara em 2004.

Na ocasião, Karina, conhecida pelo trabalho como colunista social em Cuiabá, associou o nome do ex-marido a "operações ilegais de lavagem de dinheiro".

Acionado, o Ministério Público do Estado remeteu o caso à Procuradoria da República em 2007, após encontrar indícios de crimes financeiros, de alçada federal.

A Polícia Federal abriu inquérito em 2010 e ouviu Karina em novembro daquele ano, quando ela apontou, segundo relatório da PF, "relacionamentos suspeitos" do ex-marido com "políticos do alto escalão" de MT. Também indicou supostos "laranjas" do empresário.

PADRÃO DE VIDA

Karina diz que levava uma vida de luxo com Mendonça Jr.. "Viajávamos muito, muitos carros, gastávamos R$ 100 mil por mês."

Afirma que desconfiava dos negócios do ex-marido, que, segundo ela, cresceram quando ele abriu a Globo Fomento, em 2002.

"Aí ele começou a emprestar dinheiro de forma ilícita." Segundo a PF, apenas a conta pessoal e de quatro empresas de Mendonça Jr. movimentaram mais de R$ 500 milhões de 2004 a 2010.

Sobre ligações de Mendonça Jr. com políticos, ela acredita que tenham se tornado mais intensas depois da separação. Para ela, o ex-marido "já deveria estar preso há muito tempo" e faz uma delação premiada "pela metade". "Só para se safar", diz.

OUTRO LADO

Em nota divulgada por seus advogados, Mendonça Jr. apenas confirmou que está colaborando com as investigações. Disse que por condições do termo de colaboração e para "resguardar sua honra e de sua família" não irá se pronunciar sobre o caso por meio da imprensa.

A defesa do governador Silval Barbosa afirmou na última sexta (23) à Folha que só irá se manifestar após ter conhecimento integral das apurações. Em nota divulgada no começo da semana, ele manifestou "confiança" nas apurações e defendeu "a transparência e a divulgação detalhada de tudo que for apurado e constatado".

 
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