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27 Mai 2014 - 14:00

Silval explica a secretários mandados de busca e apreensão

Governador diz que única preocupação é que ação da PF seja ‘politizada’

Agência da Notícia com Mídia News

 Alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal, o governador Silval Barbosa (PMDB) reuniu seu secretariado na manhã desta segunda-feira (26) para explicar as denúncias contra si durante a quinta fase da operação Ararath, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro em Mato Grosso.

Na oportunidade, o peemedebista afirmou que sua única preocupação é que o assunto seja “politizado” por seus adversários políticos, principalmente diante do fato de estar no final de seu mandato. No mais, o governador garantiu que está tranquilo quanto à investigação.

Silval teve o gabinete e a residência, no bairro Jardim das Américas, vasculhados pela Polícia Federal no último dia 20. De acordo com o peemedebista, foram confiscados apenas dois tablets e um notebook.

Os advogados Valber Mello e Ulisses Rabeneda, responsáveis pela defesa do peemedebista, estão debruçados sobre o inquérito para formular sua defesa.

Apesar de não ter sido decretada sua prisão preventiva, Silval foi detido sob a acusação de posse ilegal de arma. Uma pistola calibre 38 com o registro vencido foi encontrada em seu apartamento. O governador precisou ser encaminhado à sede da PF. Ele prestou esclarecimentos e foi liberado após pagar fiança de R$ 100 mil.

Silval Barbosa é acusado de ser um dos beneficiários do “banco clandestino” operado por meio da empresa Amazônia Petróleo, propriedade de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça.

Um empréstimo feito ao peemedebista em 2008, inclusive, é apontado como o que deu origem ao esquema de lavagem de dinheiro investigado pela PF.

Segundo a decisão do juiz federal Jeferson Schneider que autorizou mandados de busca e apreensão contra o governador e, pelo menos, outros 20 acusados de envolvimento no esquema, a dívida de R$ 4 milhões ainda foi paga com recursos públicos, oriundos de um precatório da extinta Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso (Sanemat).

A transação teria contado ainda com a participação do então secretário de Estado de Fazenda Eder Moraes (PMDB), que assinou uma nota promissória no mesmo valor do empréstimo. No documento, constava como avalista, além de Eder, o próprio Silval, conforme o despacho.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli também cita um empréstimo feito por Júnior Mendonça ao governador em 2010, quando o peemedebista concorreu ao cargo de chefe do Executivo.

A campanha, aliás, teria sido a justificativa para o pedido pelo dinheiro. Silval teria a intenção de receber pelo menos R$ 7 milhões, mas o empresário teria lhe concedido apenas R$ 4 milhões.

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