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29 Mai 2014 - 14:50

Deputado diz: “há coisas mais cabeludas” sobre Silval

Daltinho afirmou que políticos têm deixado população em "maus lençóis"

Agência da Notícia com Mídia News

 O presidente regional do Solidariedade, deputado Adalto de Freitas, afirmou, nesta quarta-feira (28), que há "coisas muito mais cabeludas” sendo investigadas pela Polícia Federal, em relação ao governador Silval Barbosa (PMDB).

À Rádio Mix FM, ele também considerou como “deprimente” para os mato-grossenses o fato do "governador ter sido preso" pela PF.

Silval foi detido durante busca e apreensão em seu apartamento. Os agentes procuravam um caderno com supostas anotações sobre o esquema de lavagem de dinheiro investigado na Operação Ararath.
O caderno não foi encontrado, mas sim uma pistola 380 com documento vencido. O governador pagou R$ 100 mil de fiança para ser liberado.

“Existe uma investigação, e não é por causa de arma. Não está se investigando a posse de arma do governador Silval. A Polícia Federal está investigando porque há coisas muito mais 'cabeludas' por trás disso”, afirmou.

“Infelizmente, Mato Grosso virou um palco, um cenário de artistas com uma elite política e empresarial que está deixando a população em maus lençóis. E, um detalhe, eles, quando são apertados, abandonam a vida pública”, disse, fazendo alusão ao fato do senador Blairo Maggi (PR), também investigado pela PF, ter dito à revista Veja que deixaria a política.

Supostos pagamentos a deputados

Questionado sobre o fato de deputados estaduais também serem citados nas investigações, como tendo recebido valores do suposto esquema, ele desconversou. Ele afirmou que a tendência é que o assunto seja resolvido de “forma discreta”.

“Como toda corporação, instituição ou família, aquilo que não faz bem a ela, é mais cômodo superar isso de maneira discreta. Agora, que tem uma necessidade de cortar na carne, tem”, disse.

Ele é um dos que supostamente teriam contraído repasses junto ao ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes (PMDB), preso pela PF, apontado como o líder de um esquema que alimentava campanhas eleitorais e respaldo político por meio de empréstimos tomados com o empresário Júnior Mendonça.

A lista com os nomes dos envolvidos foi encontrada na residência de Eder. Segundo a Polícia Federal, Adauto de Freitas teria feito dois empréstimos, um de R$ 900 mil e outro de R$ 600 mil.

Em entrevista ao MidiaNews, nesta quinta-feira (29), o parlamentar afirmou que não se lembra de ter feito empréstimos com Eder. No entanto, confirmou que procurou o ex-secretário de Fazenda para que ele patrocinasse o time Barra Futebol Clube.

“Já queimei a cachola para poder lembrar se Eder pôs dinheiro na minha mão. Mas, tenho certeza que nunca peguei dinheiro emprestado do Júnior Mendonça. Já o Eder, que era secretário de Fazenda na época, fez, sim, alguns patrocínios ao time da minha região”, disse.

“Agora, sobre esses valores que foi colocado naquela lista, eu não fiz nenhum tipo de composição, nem com dinheiro emprestado, nem ganhei dinheiro deles”.

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