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4 Jun 2014 - 14:23

Hantavirose preocupa indígenas e agronegócio é apontado como facilitador da propagação da doença

Nos últimos 10 anos foram registrados 223 casos de Hantavirose em Mato Grosso

Agência da Notícia com Agro Olhar

 A Hantavirose, doença grave transmitida por ratos silvestres da família sigmodontinae, tem preocupado indígenas na região de Sapezal, em Mato Grosso, onde mais de 50 pessoas já morreram em decorrência da enfermidade nos últimos 7 anos.

De acordo com informações da organização indigenista Operação Amazônia Nativa (Opan), mais de 2 mil indígenas moram na região e são os mais vulneráveis à doença. O agronegócio é apontado como facilitador da propagação da doença.

A explicação é que o desmatamento provocado pela expansão das lavouras tem deixado o rato sem predadores naturais, encontrando fartura de alimento nos silos para armazenagem de grãos, principalmente milho e milheto, além das lavouras.

A redução do número de gaviões e cobras, por exemplo, que são os dois principais predadores do roedor, também garante a proliferação.

“Você tira os principais predadores dos roedores e oferece milho e milheto a eles. Para eles, não há comida melhor do que isso. Daí se cria um cenário muito propício para o roedor, que fica por ali engordando, procriando e expondo todo mundo ao risco de contaminação e morte”, explica o coordenador geral da Opan, Ivar Busatto.

A bióloga Alba Valéria Gomes de Melo, responsável por acompanhar a dinâmica desta doença pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), reitera que os roedores encontram sim alimento em abundância na região superprodutora de grãos. “Nessa região há presença dos reservatórios da doença e isso foi confirmado através de captura de roedores realizada pelo Ministério da Saúde, Secretária de Estado de Saúde e Fiocruz”.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), por sua vez, declarou à Opan que desconhece estudos que assegurem a relação entre o agronegócio e a incidência da Hantavirose, sendo este um problema de saúde pública e que afeta e preocupa tanto o perímetro urbano quanto o rural.

“É preciso vigilância urgente porque a enfermidade está se disseminando e podemos perder o controle da situação, se não tiver um trabalho educativo para mudar comportamento sem todas as áreas de lavoura”, alerta Ivar Busatto.

Nos últimos 10 anos foram registrados 223 casos de Hantavirose em Mato Grosso. O maior registro foi em 2006, 49 casos. No ano passado 26 pessoas foram contaminadas pela doença.

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