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5 Jun 2014 - 09:12

"PF faz o que os deputados não fizeram no Caso Trimec"

Deputado tentou, por duas vezes, implantar a CPI para invetsigar contratos da empreiteira

Mídia News

 O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM), membro do grupo de oposição ao atual Governo, defendeu que as investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Ararath substituam os trabalhos que seriam desenvolvidos pela arquivada CPI da Trimec, arquivada pela Assembleia Legislativa.

A Comissão Parlamentar de Inquérito tinha como objetivo apurar supostas irregularidades em contratos do Governo Silval Barbosa (PMDB) com a empresa Trimec Construções e Terraplanagem.

O democrata, autor do pedido, tentou por duas vezes emplacar a CPI, uma em 2013 e outra no início deste ano. No entanto, ele não conseguiu o apoio necessário dos seus pares para que fosse feita a investigação.

“Vejo que [a empresa] já está sendo investigada pelo MPF. Não tínhamos assinatura suficiente para abertura da CPI, mas a investigação já está aí. Não precisou da assinatura dos deputados e o Ministério Público, certamente, vai fazer a parte que caberia muito a nós ter feito antes dessa operação”, disse Dilmar. "O que nós poderíamos fazer já foi feito, que foi levar ao Ministério Público os documentos com as denúncias de irregularidades nos contratos da Trimec com o Governo do Estado"

A operação da Polícia Federal, desenvolvida em uma quinta etapa no dia 23 de maio passado e que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos dentro dos Poderes do Estado, teve também como alvo a empreiteira Trimec, que pertence ao empresário Wanderley Torres, de Várzea Grande.

Entre o Governo Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), a Trimec recebeu cerca de R$ 310 milhões dos cofres do Estado.

As empresas de Wanderley Tores foram alvos de busca e apreensão durante a Operação Ararath.

“O que nós poderíamos fazer já foi feito, que foi levar ao Ministério Público os documentos com as denúncias de irregularidades. Estão fazendo uma investigação de muita responsabilidade, já que há não só essa empresa como alvo, mas várias outras que executam serviços ao Estado”, afirmou o deputado do DEM.

Lista de Eder

Já com relação aos deputados citados em uma lista, apreendida por agentes federais na residência do ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes (PMDB), com nomes de políticos que teriam recebido repasses em dinheiro, Dilmar Dal'Bosco afirmou que espera uma conclusão das investigações para analisar se irá tomar alguma providência.

“Não chegou nada de concreto na Assembleia. Não temos nenhum conhecimento de envolvimento efetivo de parlamentares. Para você falar que uma pessoa participa de algo, tem que ter comprovação. Se houver comprovação, lógico que iremos tomar providências”, explicou.

Entre os deputados citados, estão Guilherme Maluf (PSDB), Adalto de Freitas (SDD), o Daltinho, e o ex-presidente da Assembleia, José Riva (PSD), que chegou a ser preso durante a operação, mas foi solto três dias depois, por decisão do STF.

A PF acredita que Eder seja o líder de um esquema que alimentava campanhas eleitorais e e dava respaldo político, por meio de empréstimos tomados com o dono da rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo e da factoring Globo Fomento, Júnior Mendonça.

Precipitação

Enquanto Dilmar Dal'Bosco pede investigação dos nomes políticos citados na Operação Ararath, o deputado estadual Wagner Ramos (PR) disse à imprensa que acredita na inocência de Maggi e Silval.

Ambos também são investigados pela PF por supostamente terem feitos empréstimos com Júnior Mendonça.

“A partir do momento em que me mostrarem documentos firmados e assinados por essas pessoas, aí, sim, nós vamos poder fazer um julgamento. Mas, caso contrário, acho que é precipitação. Mas acredito muito na inocência do senador Blairo Maggi. Ele e uma pessoa de uma conduta ilibada”, disse o deputado republicano.

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