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6 Jun 2014 - 08:55

Menores do Pomeri são acusados de espancar dois agentes

Funcionários decretaram greve geral; situação é tenso no Complexo, em Cuiabá

Agência da Notícia com Mídia News

 O Complexo do Pomeri, em Cuiabá, voltou a ser palco de confronto entre infratores e agentes orientadores.

Na tarde de quarta-feira (4), horas após os funcionários do órgão decretarem greve por tempo indeterminado, dois agentes foram espancados por oito infratores – sendo cinco adolescentes e três de 18 anos – que cuidavam deles, no setor de recreação.

Os agentes faziam uma revista nas celas da Ala 1, onde um dos garotos havia escondido uma sacola arremessada para dentro, no início da tarde.

Na cela, foram apreendidos cinco celulares, sete carregadores, dois pedaços de metal utilizado na fabricação do "chuço", além de nove pedaços de fumo, dois frascos de bebida e também dois maços de cigarro.

Conforme os agentes, dois deles foram agredidos, sendo que um levou uma cadeirada das costas e estava sentindo dores fortes. O outro foi agredido com socos, pontapés e murro no estômago.

Os dois solicitaram exame de corpo de delito, que será anexado ao procedimento que será instaurado na Delegacia Especializada do Adolescente da Capital.

Rebelião

Na terça-feira (3), pelo mesmo motivo, três infratores se rebelaram no Pomeri, pois foram transferidos após se apossarem de uma sacola arremessada no pátio da instituição.

Eles fizeram um adolescente de 14 anos refém. O garoto teve pernas e mãos amarradas e ainda recebeu um golpe de chuço (arma artesanal confeccionada com pedaço de metal) no tórax.

A rebelião ocorreu por volta das 18h30, após a menino passar recolhendo os pratos do jantar, de cela em cela.

A situação ficou tensa porque os três começaram a gritar, exigindo que retornassem a ala de origem.

Com o chuço, tentavam ferir o garoto e ameaçavam matá-lo, caso não tivessem a exigência deles atendida.

Segundo agentes educativos de plantão, os três queriam que o diretor João Helvis reavaliasse a transferência deles da Ala 3 para a Ala 6, onde ficam os adolescentes acusados de estupro. “A gente só queria voltar para a ala3, só isso”, relatou um deles.

Após muita negociação e paciência no trato com os infratores, estes se renderam, entregando o chuço.

Eles vão responder por ato infracional – equivalente ao flagrante - pelos crimes de motim, cárcere privado e lesão corporal.

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