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6 Jun 2014 - 09:15

Jovem é preso e confessa que matou ex-superintendente do Iphan em MT

Corpo de vítima foi encontrado na residência degolado, em Canarana. Suspeito foi preso em Goiás e indiciado por latrocínio, diz polícia.

Agência da Notícia com G1 MT

 Um jovem, de 22 anos, foi preso nesta quinta-feira (5) pelo assassinato do ex-superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Mato Grosso, Cláudio Conte, de 51 anos, que foi encontrado dentro da própria residência degolado. O crime ocorreu no dia 24 de março deste ano, em Canarana, distante 838 km de Cuiabá, e o suspeito foi preso pela Polícia Civil em Goiás.
A vítima estava trabalhando como indigenista na Coordenadoria Regional do Xingu no município. De acordo com o delegado Sued Dias Júnior, responsável pelas investigações, o suspeito foi indiciado por latrocínio [roubo seguido de morte] e estava escondido em um rancho, às margens do Rio Araguaia, no estado de Goiás. O local, conforme a polícia, é uma região de mata e de difícil acesso.
O jovem prestou depoimento e confessou ter matado o indigenista. Ele contou que cometeu o assassinato após um desentendimento com a vítima durante uma confraternização. O corpo de Cláudio Conte foi encontrado um dia após o crime, em um dos quartos, junto a uma poça de sangue, e uma faca cravada no pescoço. O carro da vítima, a carteira com documentos pessoais, o aparelho celular e valores em espécie foram levados da residência.
O suspeito relatou que após o crime, roubou o carro da vítima e abandonou o veículo em uma estrada vicinal, na região de Pontal do Araguaia. Com relação aos pertences do ex-superintendente, ele disse que jogou dentro do Rio Araguaia. O delegado ressaltou que até o momento o veículo da vítima não foi localizado. Após o interrogatório, o rapaz foi encaminhado à Cadeia Pública de Canarana.
O delegado Sued Dias Júnior destaca que a investigação foi complexa porque a cena do crime trazia poucos elementos relevantes. No entanto, aos poucos, vestígios foram processados e culminaram na prisão do suspeito. “Foi um crime ocorrido em local ermo, na residência da vítima, sem testemunhas, sem suspeitos, sem circuito de imagens e com quase nenhum dado relevante no local do crime”, frisou o delegado. A operação foi desencadeada via fluvial e outra pela estrada que dá acesso ao rancho.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, uma colega de trabalho informou que Cláudio Conte não teria ido trabalhar e também não atendia ligações no celular. Policiais foram até a residência dele, que estava toda fechada e sem sinais de arrobamento. Ao pular o muro da casa, os policiais militares avistaram parte do corpo de uma pessoa no chão e resolveram arrombar a porta.

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