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12 Jun 2014 - 10:50

"Há uma 'Tropa de Trapalhões' em torno de Pedro Taques"

Para Emanuel Pinheiro, apenas Mauro Mendes e Percival Muniz pesam positivamente

Mídia News

 O secretário-geral do PR e deputado estadual Emanuel Pinheiro classificou parte do grupo político do senador Pedro Taques (PDT) de "Tropa dos Trapalhões".

Segundo ele, a tentativa de o PR indicar o candidato ao Senado na chapa de Taques não obteve êxito por causa dessa "tropa". O grupo de Taques deve indicar o senador Jayme Campos (DEM) na majoritária.
"Existem aqueles que vivem em torno do senador Pedro Taques que o deixam vulnerável. Esses políticos formam a 'Tropa dos Trapalhões'"
“Existem, ao lado do Taques, alguns quadros políticos que pesam positivamente, como os prefeitos Mauro Mendes (Cuiabá) e Percival Muniz (Rondonópolis). Mas, também existem aqueles que vivem em torno do senador Pedro Taques que o deixam vulnerável. Esses políticos formam a 'Tropa dos Trapalhões'”, afirmou.

Questionado, Pinheiro preferiu não nominar os membros da "tropa".

“Não quero citar nomes, mas eles são verdadeiros 'elefantes em lojas de louça'. Têm o condão da confusão, da desagregação, da discórdia, da destemperança, da intolerância. Mas isso é um problema do Pedro Taques. Ele vai se articular e manteremos um diálogo de alto nível”, completou.

Ao citar os prefeitos Mendes (PSB) e Percival Muniz como os únicos políticos s que “pesam positivamente” na aliança em torno de Pedro Taques, por exclusão, entre os "trapalhões", estariam o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT); o deputado federal Júlio Campos (DEM) e o deputado estadual Zeca Viana (PDT) - que se mantiveram na linha de frente das articulações para "repelir" o PR.

"Querem comer melado a todo custo"

De acordo com Pinheiro, os apoiadores de Taques, atualmente, se dividem, principalmente, em dois grupos: o de pessoas que já detiveram o poder, e querem voltar; e os que nunca tiveram o poder, mas querem obtê-lo “a todo custo”.

“Existe um grupo que quer voltar ao poder a todo custo. São pessoas que foram do poder por muito tempo. Esses ainda acham que são a 'última cereja do bolo' e detêm o mesmo poder que detinham no passado. E tem outro grupo, que nunca comeu melado e, agora, quer comer a todo custo, e acaba se lambuzando”, avaliou.

“Essas duas forças políticas que apoiam o senador patrocinaram um festival de agressões, de desarticulação, de desagregação, de equívocos políticos e de relacionamento, no desespero de que, com a chegada do PR, eles pudessem perder espaço. O senador ficou claramente constrangido nesse processo e não soube lidar com essa situação, talvez até pela sua pouca experiência política. Ele acabou tragado pelo desespero e intolerância daqueles que querem o poder a qualquer custo”, acredita.

Ele afirmou, ainda, que o diálogo entre o PR e Taques é bom, apesar dos aliados “trapalhões”. Pinheiro destacou que a articulação só foi iniciada porque o partido foi procurado pelo próprio senador e por Mauro Mendes.

PR e "desgaste"

Para Emanuel Pinheiro, não têm fundamento as justificativas dos aliados de Taques de que a aliança com o PR poderia trazer desgaste para a candidatura do senador, em função de o partido fazer parte do Governo do Estado há 12 anos.
"Existe um grupo que quer voltar ao poder a todo custo e ainda acham que são a 'última cereja do bolo'. E tem outro grupo, que nunca comeu melado e, agora, quer comer a todo custo, e acaba se lambuzando"
De acordo com ele, a aliança atual de Taques, composta por 13 partidos (PDT, PSB, PPS, PV, PSDB, DEM, PP, SDD, PTB, PRP, PSC, PSDC e PRB), também pode carregar desgaste.

“O que constrange mais: o PR ou o PP que também esteve esse tempo todo no governo? O DEM apoiou o governo até 2010. O PPS esteve no primeiro Governo Maggi, e a esposa do Percival Muniz foi secretária de Educação. O Otaviano Pivetta (PSB) era governo até 2008 e foi secretário de Agricultura. Todos participaram e ajudaram o governo do Blairo, com exceção do SDD, que foi criado agora. Querer impingir esse discurso é uma estratégia, mas acho que pode ser um tiro no pé”, afirmou..

“Essa tese de que se Wellington Fagundes (PR) fosse o candidato a senador na chapa de Taques poderia trazer desgaste para ele é de se analisar. E o DEM de Jayme e Julio Campos? É céu de brigadeiro? Não tem desgaste? Convive às mil maravilhas com o PSB e com o PPS? Ali é um ensopadão de partidos e, quem sabe, dará certo”, disse.

O deputado ainda observou que a aliança entre Pedro Taques os irmãos Campos terá que ser explicada à população durante a campanha. "Existem contradições que devem ser explicadas à sociedade. E eles deverão criar seu canal de comunicação com a sociedade para poder explicar", disse.

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