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26 Jun 2014 - 08:30

Mamona: potencial para 2ª safra tardia, controle de nematoide e nova opção de rentabilidade no campo

Acredito que nos próximos anos teremos mais uma opção de cultura em Mato Grosso, que seria não só para controle de nematoides, como a Crotalária, mas uma nova fonte de renda para o produtor

Agência da Notícia com Agro Olhar

 Em um futuro próximo, os produtores mato-grossenses terão à disposição mais uma opção de cultura adaptada à realidade do Estado: a mamona. Esta oleaginosa tem potencial para 2ª safra tardia, combate nematoide de galha e ainda pode ser mais uma opção de rentabilidade nas propriedades rurais, por conta do nobre óleo que dela se extrai.

Esta possibilidade vem sendo estudada em uma parceria do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) desde 2007. E, de lá até então, muitos bons resultados vem sendo conquistados.

Alguns desses resultados foram apresentados a produtores no último sábado (21) durante Dia de Campo promovido pelo IMAmt. Lá, o pesquisador Eng. Agrônomo Dr. Rogério Oliveira de Sá afirmou que o principal objetivo da pesquisa é disponibilizar mais uma oportunidade de cultivo em uma janela climática pouco ideal às culturas atuais. A mamona pode ser semeada entre segunda quinzena março e a primeira quinzena de abril, quando as chuvas são mais escassas.

Um dos objetivos diretos comemorados pelo pesquisador é que a planta, conforme confirmaram os experimentos, tem o poder de combater no solo o nematoide de galha. Para os nematoides Pratylenchus, que mais preocupam os produtores, ainda estão sendo realizados estudos específicos e não há nada conclusivo.

Em solos com problemas de nematoides, os produtores costumam adotar coberturas como a Crotalária em 2ª safra tardia, que não oferecem valor comercial. A mamona, além dos benefícios diretos ao solo, ainda teria valor comercial pelo alto valor agregado.

A estrutura das propriedades para as atuais principais culturas também seria aproveitada e as colheitadeiras de soja e milho precisariam de uma plataforma adaptada para realizar a colheita da mamona.

Uma das barreiras, no início da pesquisa, foi em relação ao tamanho dos pés, muito altos, o que dificultaria o a colheita mecânica. Porém, os pesquisadores conseguiram desenvolver nos últimos anos híbridos com as características adequadas.

Rodrigo conta que campos experimentais de mamona estão sendo cultivados em cidades como Campo Verde, Primavera do Leste, Sorriso, Campo Novo do Parecis e Sapezal.

A produtividade média é estimada em 1,5 mil kg/hectare e o custo de produção seria entre R$ 700 a 900 por hectare. O ciclo produtivo varia entre 130 a 150 dias, de acordo com as condições ambientais.

Comercialmente, explica Rodrigo, existe demanda de mamona em indústrias de São Paulo e Bahia. O grupo francês Arkema compra a maior parte da mamona produzida no país e tem uma demanda de mais de 50 mil hectares.

O pesquisador acredita que, se Mato Grosso abraçasse este nicho de mercado, não dificilmente grupos de interesse, como o próprio Arkema, verificariam a viabilidade de instalação de indústrias esmagadoras no Estado.

Milton Garbugio, presidente da Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa), comenta que está muito surpreso com os resultados do cultivo de mamona. Um dos campos experimentais está em uma área de sua propriedade, em Campo Verde.

“Acredito que nos próximos anos teremos mais uma opção de cultura em Mato Grosso, que seria não só para controle de nematoides, como a Crotalária, mas uma nova fonte de renda para o produtor”, acredita o presidente.

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