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11 Jul 2014 - 09:00

Caseiro disse ter ficado “revoltado” com suposto assédio à esposa

Anastácio Marafon confessou ter assassinado o ex-secretário de Estado na última segunda-feira (7)

Agência da Notícia com Mídia News

 Réu confesso do assassinato a tiros do ex-secretário de Estado, Vilceu Marchetti, na segunda-feira (7), o caseiro Anastácio Marafon, 53 anos, disse, em depoimento à Polícia Civil, que ficou "transtornado" ao tomar conhecimento de que sua mulher teria sido vítima de assédio sexual.

Em entrevista coletiva, o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Silas Tadeu Caldeira, relatou passo a passo como se deu o assassinato de Marchetti, na Fazenda Marazul, localizada no Distrito de Mimoso, região do Pantanal.

Conforme depoimento de Marafon, ele estaria em um mangueiral, trabalhando na vacinação do gado, quando Marchetti teria chegado ao local, por volta das 16 horas, para ajudá-lo.

“Eles trabalharam juntos até às 18h e, depois, retornaram à fazenda”, disse Caldeiras.

Na fazenda, segundo o delegado, há uma casa onde ficam alojados os “peões” e, a menos de sete metros, há dois apartamentos.

Em um ficaria o proprietário da fazenda, Neri Fulgante, 80 anos, e, no outro, o administrador da fazenda, no caso, Vilceu Marchetti, que na ocasião estava acompanhado de dois netos.

"Ele [Marafon] disse que estava descendo do carro quando viu o Marchetti passando a mão nas nádegas da esposa dele, pela porta entreaberta. Quando viu aquilo, ele disse que ficou revoltado" “O Marchetti teria entrado na sede [casa dos peões]. Ele [Marafon] disse que estava descendo do carro, quando viu o Marchetti passando a mão nas nádegas da esposa dele, pela porta entreaberta. Quando viu aquilo, ele disse que ficou revoltado”, afirmou o delegado.

Marafon teria confessado, então, que esperou Marchetti sair em direção ao seu apartamento, para somente então conversar com a esposa.

“Ele [Marafon] imediatamente chamou a mulher para fora da sede, onde indagou se o que ele viu era verdade, se ela estaria sendo assediada. Ela negou, inicialmente. Posteriormente, durante o jantar, ela disse: ‘ele me passou a mão’. Ele teria dado um tapa na mesa e saiu, muito exaltado, em direção ao apartamento de Marchetti”, disse Caldeiras.

De acordo com o delegado, Marafon relatou que estava armado e, quando saiu de casa, chegou a avistar Marchetti entrando em seu apartamento, em direção ao quarto.

“Ele disse que entrou no quarto do Marchetti, o viu deitado, se aproximou e somente disse: ‘Você está mexendo com a minha mulher’. Após isso, ele disparou”, disse.

Em depoimento, o caseiro disse que estava “muito abalado” e, por isso, “não sabe se deu dois ou três disparos”, tendo deixado o local e caminhado em direção a um rio que passa próximo do local do crime, para se livrar da arma.

"Ele disse que entrou no quarto do Marchetti, o viu deitado, se aproximou e somente disse: ‘Você está mexendo com a minha mulher’. Após isso, ele disparou" “Ele disse ter ouvido o barulho da arma caindo no rio. Na sequência, ficou nas proximidades, observando o que acontecia e pensando no que ia falar, porque estava muito nervoso”, disse o delegado.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, Marafon não confessou o crime. Mas, como os policiais conversaram com sua esposa, que relatou o episódio de assédio, ele acabou detido como suspeito.

“Os nossos delegados, ao chegarem ao local e conversarem com todos, conseguiram efetivamente que ele confessasse a autoria do crime. Ele confirma que foi ele quem atirou”, afirmou Caldeiras.

Relação profissional

Vilceu Marchetti estaria administrando a fazenda a pedido de Neri Fulgante, tendo então pedido para deixar o cargo.

"Ele [neto de Marchetti] falou que eles se relacionavam com profissionalismo e respeito" Por isso, o proprietário teria convocado Anastácio Marafon e sua esposa, que trabalhavam para ele há seis anos em uma fazenda em Santa Catarina (RS), para que assumissem o posto de administração da fazenda em Mato Grosso.

O casal chegou à Cuiabá há oito dias e, em seu período de adaptação, teria, inclusive, contado com o auxílio de Marchetti para instalação no local.

A delegada Anaíde de Barros, da DHPP, afirmou que o neto de Marchetti, de 14 anos, afirmou que os dois homens se davam bem.

“Ele falou que eles se relacionavam com profissionalismo e respeito. Essas foram as palavras dele”, disse.

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