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14 Jul 2014 - 14:12

Fagundes crítica "familiocracia" e diz: "Jaime está cansado"

Candidato do PR acusa senador do DEM de criar "familiocracia" em MT

Mídia News

 O deputado federal Wellington Fagundes (PR), candidato ao Senado pela base governista, acusou indiretamente o seu principal concorrente, o senador Jaime Campos (DEM), candidato à reeleição pela oposição, de prática de nepotismo.

Fagundes usou a expressão “familiocracia dentro da política”, mas não citou nomes. Também questionou a competência do adversário, no que se refere a defender os interesses de Mato Grosso no Congresso Nacional.

“As pessoas têm que saber da nossa vida. Em seis mandatos, eu não construí familiocracia. Vocês podem pegar e procurar, não tenho um irmão em cargo público que tenha sido indicado para alguma coisa. Podem procurar na minha vida inteira. O olha que tenho sete irmãos”, disse o republicano, durante entrevista ao programa "Folha Mix", da Rádio Mega FM, nesta segunda-feira (14).

Ao ser questionado se a referência era ao senador do DEM, Fagundes respondeu: “Isso quem vai dizer são vocês. Quero mostrar a minha história, o que fiz hoje. Campanha e debate são importantes por isso, para cada um mostrar o que fez e o que pode fazer”. "As pessoas têm que saber da nossa vida. Em seis mandatos, eu não construí familiocracia. Vocês podem pegar e procurar, não tenho um irmão em cargo público que tenha sido indicado pra alguma coisa"

Os outros concorrentes ao Senado são Gilberto Lopes Filho (PSOL), Amorézio Dias Vidrago (PHS) e o ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado (PSD), e nenhum deles tem histórico de mandatos políticos.

Ainda seguindo a linha de ataques indiretos, Wellington Fagundes criticou Jaime Campos por estar há muito tempo na política e, portanto, “cansado”.

“Eu não estou cansado. Eu já vi afirmação de concorrente dizendo que está cansado. Para mim, política é aprendizado: cada dia, uma energia nova. Eu faço política com prazer de servir, de melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

O candidato do PR disse ainda que não quer ser "um senador de tribuna” e defendeu o candidato do seu grupo ao Governo do Estado, o ex-vereador cuiabano Ludio Cabral (PT).

“É importante fazer os projetos de lei, os discursos, para mostrar a importância do nosso Estado para o Brasil, mas tem também que cuidar das pessoas. É por isso que estou com o Ludio, porque acredito que Mato Grosso está precisando de um governador humano”, disse o deputado.

Comparações

A troca de farpas entre os dois candidatos ao Senado começou há algumas semanas, quando Wellington Fagundes disse que queria fazer comparações do mandato dele na Câmara Federal com os oito anos de exercício do senador Jaime Campos.

Hoje, na entrevista, Fagundes voltou a afirmar que quer comparar a história e os serviços prestados de ambos.

“Quero comparar a história dos Campos com a história do Wellington”, disse.

Além disso, ele insinuou ainda que Jaime não teria trabalhado para destinar recursos para Mato Grosso e usou a palavra “incompetente”.
“Como deputado federal, eu compreendi que, além de fazer projetos de lei, discursos, era importante buscar recursos que o Governo Federal tem obrigação de devolver pro Estado. E é como eu tenho dito: o cobertor sempre é curto, o Brasil inteiro vive querendo os recursos; se não tiver competência, dedicação, os recursos não vêm”.

Segundo ele, o trabalho desenvolvido por um senador tem muito mais força que o de um parlamentar federal.

“Os deputados de Mato Grosso são 8; de São Paulo são 70. No Senado não, são três para cada Estado, independentemente do numero de eleitores. Então, a proporção numérica de apenas de 1 senador para um deputado federal é de 6,3. Ou seja, um senador tem a forca de 6 deputados federais”, explicou.

Em resposta às farpas, Jaime Campos insinuou, há alguns dias, que Wellington Fagundes seria “despachante de empreiteira”, por conta do resultado em volume de obras, alegado pelo deputado federal como serviço prestado.

Apoio

Fagundes também garantiu que tem o apoio do companheiro de legenda, o senador Blairo Maggi.

“Tenho falado com senador Blairo Maggi. Inclusive, no dia da convenção, ele me mandou um torpedo dizendo: ‘vai, acredite e conte com meu apoio’. Tenho certeza que vou contar com o apoio do Blairo e não só dele, mas dos seus suplentes Cidinho e Rodrigues Palma”, disse.

No entanto, ele observou que, pelo fato de o voto ser livre, as pessoas podem votar em quem quiser.

“Pode votar para o presidente de um partido e para o governador em outro, para um senador em outro grupo... Política é uma conquista”, avaliou.

 
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