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29 Mar 2014 - 10:40 | Atualizado em 1 Abr 2014 - 12:05

Mulheres acusadas de integrar quadrilha do golpe do “carro quebrado” são presas em Barra do Garças

De acordo com as investigações, os golpes eram aplicados por uma pessoa identificada apenas por “Cabeção”, possivelmente um presidiário em Mato Grosso.

Redação com Agência da Noticia

Reprodução

Jhainnifer e Dinalva as suspeitas eram investigadas á cerca de 2 meses. (Crédito: Reprodução)

Jhainnifer e Dinalva as suspeitas eram investigadas á cerca de 2 meses.

 A Polícia Judiciária Civil prendeu duas mulheres acusadas de integrar uma quadrilha responsável por aplicar o golpe do “carro quebrado”. As suspeitas Dinalva Soares dos Santos, 30 anos, e Jhainnifer Matos Silva, 29, foram autuadas em flagrante pelo crime de estelionato em concurso de pessoas, na quinta-feira (27.03), em Barra do Garças (500 km a Leste).

As suspeitas foram presas próximas à agência do Sicredi, depois sacar R$ 2,5 mil depositados por uma vítima da cidade de Cantagalo, no Paraná, que contou a Polícia Civil de Mato Grosso, que tinha recebido ligação de uma pessoa que, acreditando ser seu sobrinho, informou que estava com o carro quebrado na estrada e precisava do dinheiro para pagar o guincho e o mecânico. Ao atender ao telefone, o golpista foi logo chamando a vítima de “tio”.

“De posse dessas informações aguardamos ela efetuar o saque e já pelo lado de fora da agência bancária foi dado voz de prisão em flagrante as duas”, disse um dos policiais da operação.

De acordo com as investigações, os golpes eram aplicados por uma pessoa identificada apenas por “Cabeção”, possivelmente um presidiário em Mato Grosso, que aleatoriamente liga para números de telefones de pessoas de vários estados, dizendo ser parente da vítima e que está com o veículo quebrado na rodovia, necessitando de dinheiro para pagar o guincho e o mecânico.

Convencida que se trata de um parente próximo, a vítima sensibilizada depositava o dinheiro na conta corrente em nome de Dinalva, na agência do Sicredi de Barra do Garças. A mulher recebia uma “comissão” de R$ 200 para cada R$ 1 mil depositado. O restante do dinheiro era repassado para sua comparsa Jhainnifer, responsável por depositar o dinheiro na conta do “Cabeção”, com quem tem um relacionamento.

Em interrogatório, as suspeitas contaram que há menos de dez dias haviam retirado do banco R$ 3.750,00, depositado por outra vítima que caiu no golpe, no Estado do Rio Grande do Sul.

As suspeitas eram investigada há cerca de 2 meses, quando um pessoa do Estado do Paraná entrou em contato com a instituição financeira alertando que havia recebido uma ligação e que desconfiou se tratar de um golpe, mas mesmo assim iria efetuar o depósito. A partir daí, a Polícia Civil foi informada e passou a monitorar a correntista.

As investigações são presididas pelo delegado Williney Santana Borges, titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Barra do Garças. O delegado orienta a população a primeiro checar a informação, antes de fazer o depósito ou tomar qualquer tipo de providência.

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