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15 Jul 2014 - 09:50

Advogado suspeita que MPF esteja a serviço de Taques

José Antonio Rosa, que defende Riva, admite representar contra procurador da República

Mídia News

 O advogado José Antônio Rosa, que representa a coligação “Viva Mato Grosso”, estuda entrar com uma representação contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

De acordo com Rosa, a vinda do procurador a Cuiabá poderia ser sinal de uma possível “perseguição” ao seu cliente, o candidato a governador José Riva (PSD).

Em entrevista, Janot afirmou que acredita que Riva pode "encontrar dificuldades" para conseguir o registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por ter quatro condenações de segundo grau pelo Tribunal de Justiça.

“Se a vinda do Janot a Cuiabá, no início do processo eleitoral, se caracterizar como uma visita meramente política, se ele veio aqui só para dar entrevista e falar do candidato José Riva, e reforçar a candidatura do Pedro Taques (PDT), ele pode ser representado no conselho para que justifique a vinda até aqui”, afirmou o advogado.
"Se o Janot veio aqui só para dar entrevista e falar do candidato José Riva, e reforçar a candidatura do Pedro Taques, ele pode ser representado no conselho"
“Sabemos que há uma operação em andamento, com uma força-tarefa atuando aqui no Estado. Então, vamos ver o que ele veio fazer de prático. Estamos analisando o desdobramento disso. Se chegarmos à conclusão de que ele não veio para fazer o trabalho que precisa fazer, mas veio com essa conotação política, para prejudicar a candidatura de José Riva, vamos cobrar explicações. Se ele veio fazer política, é um assunto grave, que deve ser tratado com a gravidade que tem”, completou.

José Rosa ressaltou que o procurador pode emitir opinião sobre a situação jurídica de Riva, mas que a decisão sobre ele ser ou não "ficha-suja" está nas mãos da Justiça Eleitoral.

Animosidade

O advogado ainda afirmou que existe uma disposição, por parte do Ministério Público, de prejudicar seu cliente.

Ele informou que o CNMP decidiu manter aberto um inquérito policial contra Riva que investiga a suposta compra de votos do candidato nas eleições de 2006. De acordo com Rosa, o crime já está prescrito,

“Ele (Janot) saiu de Brasília para vir aqui e fazer uma colocação para denegrir a imagem do Riva. Por que ele não falou, por exemplo do governador Silval Barbosa (PMDB), do Blairo Maggi (PR), do Fernando Mendonça, do Eder Moraes (PMDB)? Por aí, está caracterizada uma animosidade do Ministério Público”, afirmou.

“Essa questão do Ministério Público está exacerbada. Existe uma vontade explícita de fazer atos para prejudicar a imagem do José Riva como candidato a governador. Há um ânimo de perseguição, que não é permitido. Vamos analisar e ficar atento à lei. Porque isso pode ser um princípio de tumulto do processo eleitoral”, disse Rosa.

 
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