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22 Jul 2014 - 13:32

Indea descarta febre aftosa em MT; 49 propriedades são interditadas por estomatite vesicular

No Brasil a estomatite vesicular pode afetar bovinos, suínos, cavalos, jumentos, mulas e burros, além de seres humanos.

Agência da Notícia com Agro Olhar

 Após a realização de exames laboratoriais o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) descartou a presença de ocorrência de febre aftosa em Mato Grosso. Os exames apontaram estomatite vesicular em bovinos de Castanheira. As investigações são realizadas em 139 propriedades, sendo que 49 foram interditadas até o momento para análises laboratoriais.

A doença foi confirmada nesta segunda-feira (21) pelo Indea-MT, após o resultado positivo para estomatite vesicular em um bovino. Segundo a entidade, mais amostras recolhidas nas propriedades interditadas seguem para análise no Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro-MG).

Tanto análises clínicas quanto laboratoriais reforçam a suspeita inicial de estomatite vesicular.

A descoberta da doença ocorreu em 20 de junho deste ano quando o serviço veterinário de Castanheira seguindo procedimentos padronizados de vigilância nas propriedades recebeu animais vindos de outro Estado e em um deles detectou sinais clínicos compatíveis a síndrome vesicular. O caso verificado foi em um muar.

"Em virtude do avançado da hora, os médicos veterinários optaram por fazer os devidos preparativos e retornar à propriedade no dia seguinte, quando realizou-se a inspeção clínica em todos os susceptíveis existentes, ocasião em que encontrou-se um bovino com lesões similares àquelas detectada no muar.Os animais inspecionados somaram 61 cabeças sendo 58 bovinos, dois equinos e um muar", revela o informe epidemiológico emitido pelo Indea-MT, nesta segunda-feira (21).

Amostras dos dois animais foram recolhidas e encaminhadas para laboratório. O Indea-MT encontra-se com equipes em campo, bem como o Grupo Especial de Atenção a Suspeita de Enfermidades Emergenciais ou Exóticas (Gease), para a investigação nas 139 propriedades rurais de Castanheira, das quais 49 foram interditadas já por animais apresentarem sintomatologia vesicular. Amostras coletadas destes animais estão em análise.

Diante da confirmação de mais uma doença no rebanho bovino mato-grossense, uma vez que em abril constatou um caso atípico do Mal da Vaca Louca em Porto Esperidião, cuja comprovação de atipificidade veio a ocorrer em maio, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) ressalta que a situação é de alerta para que o setor siga com o monitoramento da sanidade do rebanho.

“Os produtores continuam fazendo a sua parte. Temos a obrigação de manter a qualidade da carne bovina exigida pelos mercados compradores. Fizemos a nossa parte, tomando todos as medidas adequadas, evitando grandes prejuízos”, declara o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.

Para Vacari com o descarte de ocorrência de febre aftosa no Estado grandes prejuízos não deverão ocorrer, principalmente pelas 49 propriedades já estarem interditadas, ato que faz parte do controle sanitário exigido.

A possibilidade de ser febre aftosa surgiu tendo-se em vista que a estomatite vesicular é semelhante a doença a qual Mato Grosso está livre cerca de 15 anos. Conforme especialistas, a estomatite vesicular é semelhante, não apenas a febre aftosa, mas também a doença vesicular dos suínos e exantema vesicular dos suínos.

No Brasil a estomatite vesicular pode afetar bovinos, suínos, cavalos, jumentos, mulas e burros, além de seres humanos. Em ovinos e caprinos raramente casos são verificados.

Confira nota técnica emitida pelo Indea-MT.

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