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25 Jul 2014 - 08:04

Primeira Usina de Energia Solar em Mato Grosso terá R$ 50 milhões em investimentos

O ideal, explica Morgado, para se ter um ponto de equilíbrio tecnológico seria que 50% da energia fosse hídrica, 30 eólica e 20% solar.

Agência da Notícia com Agro Olhar

 Dentro de um ano Mato Grosso deverá estar gerando energia solar, mais precisamente Cuiabá. Com investimentos de R$ 50 milhões, incluindo a linha de transmissão, o Grupo Cinco Estrelas e a empresa Euro Solar irão construir a primeira Usina de Energia Solar de Mato Grosso. A unidade irá gerar 5 MegaWhatts/hora (MWh). O projeto da usina é de produto de concessão independente, que poderá comercializar energia elétrica tanto para leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quanto para o consumidor livre que consome acima de 500 quilowatts/hora (kWh), como shoppings e pequenas indústrias.

A implantação da primeira Usina de Energia Solar de Mato Grosso foi anunciada nesta quinta-feira (24), em Cuiabá, e contou com a presença de empresários de diversos setores da economia mato-grossense, principalmente da indústria.

O custo para gerar 1 MWh de energia solar varia de R$ 7 milhões a R$ 8,5 milhões. O investimento, segundo pesquisas feitas pelos investidores, se paga em 7 anos. A vida útil de uma Usina de Energia Solar é cerca de 25 anos com poucos reparos.

De acordo com o diretor da Euro Solar no Brasil, Fernando Vilela, o Brasil é um lugar com a maior incidência de energia sustentável. “O pior lugar de radiação solar do Brasil (pontos das regiões Sul e Sudeste) são melhores que a Alemanha, que já utiliza energia solar. Hoje, na Europa 40% da energia limpa”.

Fernando explica que o custo da energia solar no Brasil é em torno de R$ 250 por MWh, enquanto nas termelétrica varia de R$ 500 a R$ 1,5 mil por MWh. “Tanto a energia eólica quanto a solar são energias complementares. O Sistema Brasileiro de Energia é hidráulico. A termelétrica é para caso de emergência”. Segundo o diretor da Euro Solar Brasil, para produzir um 1 MWh de energia elétrica através de termelétrica utilizando óleo diesel são necessário 300 litros do derivado do petróleo. Hoje, o litro do óleo diesel em Mato Grosso, por exemplo, custa em média R$ 2,75 o litro. “Em 2015 e 2016 teremos aumento da tarifa de energia no Brasil devido o uso de energia de termelétricas”, frisa.

Conforme o presidente do Grupo Cinco Estrelas, Getúlio Vilela, o investimento pode até ser mais alto que o de uma usina hidrelétrica, porém na ponta a manutenção da energia solar é mais barata. Ele conta que foi até a Europa para analisar a viabilidade da energia solar. “Trazer a tecnologia é o que hoje “impede” a expansão da energia solar no Brasil”.

Na opinião de Getúlio a energia gerada através do sol pode ser a saída para as regiões do Brasil e Mato Grosso aonde a energia elétrica ainda é gerada através de geradores.

O presidente do Grupo Cinco Estrelas revela que a intenção é construir a usina em Cuiabá. Getúlio revela ainda que possui em Jauru uma Usina Hidrelétrica e que comercializa para o Sistema Interligado Nacional (SIN) a energia gerada.

Vantagens em relação à Europa

De acordo com o diretor da Euro Solar em Portugal, Miguel Morgado, Mato Grosso possui duas variáveis excepcionais para a geração de energia solar: 1º recurso em abundancia (sol) e 2º capacidade de produção mais eficiente.

Morgado comenta que em relação à Europa, trazer a tecnologia para o Brasil sai mais barato, porque ela já está pronta.

O diretor da Euro Solar em Portugal comenta, também, que em seu país, por exemplo, 40% da energia vem de fontes renováveis. “Transformando em 100% essa parcela temos 65% da energia proveniente da geração eólica, 30% da hídrica e 5% da solar. Atualmente, 60% da energia utilizada em Portugal é de fontes não renováveis, sendo que mais da metade é proveniente de energia nuclear importada”.

O ideal, explica Morgado, para se ter um ponto de equilíbrio tecnológico seria que 50% da energia fosse hídrica, 30 eólica e 20% solar. “As vantagens de produzir energia solar são a fácil instalação (logística), baixo custo de manutenção e é silenciosa, além de não emitir gás carbônico”.

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