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4 Ago 2014 - 13:20

Restos de algodão em lavouras são chamariz para bicudo; Aplicações chegam a 15

Segundo os especialistas, o bicudo só se reproduz no algodão. Em Mato Grosso número de aplicações contra o bicudo chegam a 15.

Agência da Notícia com Agro Olhar

 Uma destruição mal feita de restos da cultura de algodão nas lavouras são um verdadeiro chamariz para o bicudo-do-algodoeiro, uma praga considerada silenciosa e que grande potencial a danos. Segundo os especialistas, o bicudo só se reproduz no algodão. Em Mato Grosso número de aplicações contra o bicudo chegam a 15.

Analisando o cultivo de algodão em Mato Grosso desde os anos de 1990 o pesquisador aposentado do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Walter Jorge dos Santos, revela que "O gargalo do algodão é a destruição mal feita dos restos culturais". Conforme o especialista, o bicudo, apesar de se alimentar de outras plantas, se reproduz apenas no algodão. “Se ao final da safra de algodão, o produtor não se empenhar em eliminar as soqueiras e plantas tigueras (ou guaxas), teremos uma população de bicudos crescendo sem controle, o que coloca em risco a safra seguinte".

O pesquisador esteve em Mato Grosso na última semana participando de palestras na região Sul de Mato Grosso a convite da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Walter Jorge pontuou ainda que são vários os fatores que impedem uma destruição correta e perfeita das plantas. Um destes fatores é a dimensão da área destinada ao algodão e a época em que precisa ser feita esta destruição em Mato Grosso e demais Estados brasileiros, ou seja, no período de seca.

"Geralmente o produtor pensa na cultura até a colheita, porém o algodão é uma planta perene e, por isso, é muito importante eliminar todos os restos culturais (o que fica do algodoeiro após a colheita dos capulhos e também o rebrote)", salienta o especialista, salientando que a proibição de produtos agrotóxicos mais específicos para o combate ao bicudo é outro ponto.

Walter Jorge pontua, ainda, a utilização de cultivares transgênicas, com maior resistência a lagartas e não outras pragas.

Aplicações

A cada safra o número de aplicações para combater o bicudo é crescente. A média é de 5 a 6 aplicações, comenta Walter Jorge, "Hoje, em Mato Grosso, há casos de até 15 aplicações e há relatos de até 30 aplicações em outros estados", revela. (Com informações Ampa)

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