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6 Ago 2014 - 10:08

Lúdio: "O Taques está caindo porque tem discurso vazio"

Segundo ele, adversário da oposição "usa da violência, do ataque, da acusação"

Mídia News

 Candidato ao Governo do Estado, Lúdio Cabral (PT) voltou a criticar o adversário Pedro Taques (PDT) que, segundo ele, vem caindo gradativamente nas pesquisas de intenção de voto. Para ele, a queda é fruto de um "discurso vazio", sem propostas.

Ele contestou a declaração de Taques, feita na tarde de segunda-feira (5), de que estaria em primeiro lugar na preferência em 85 municípios.

"O Taques não tem conteúdo para aglutinar apoio. O discurso dele é baseado na pedrada, na acusação, em falar mal dos outros. A população não quer isso" “A leitura que eu faço é com base nas pesquisas que estão sendo divulgadas: o Taques está em queda. Eu continuo crescendo, pouco a pouco. E ele só está caindo. Ele tinha 48% na pré-campanha, e hoje, segundo pesquisa divulgada e registrada no TRE, tem 28% das intenções de voto”, disse Lúdio.

Segundo Lúdio, Taques atingiu um “teto” nas intenções de voto. "Ele estava sozinho, há três anos fazendo campanha. Mas, agora, com o cenário da disputa definido, ele cai cada vez mais".

Para ele, a queda é reflexo de um "discurso vazio".

“Esse teto do Taques é baixo, e está assim porque ele tem um discurso vazio. Ele não tem conteúdo para aglutinar apoio. O discurso dele é baseado na 'pedrada', na acusação, na truculência, em falar mal dos outros. A população não quer isso”, afirmou.

O petista voltou a criticar a bandeira da ética, empunhada pelo adversário.

“Ética é dever. Nós temos que ser exemplo, não temos que ficar gritando que somos honestos. Temos que dar o exemplo da honestidade no caminho que a gente percorre. Isso é dever, é base. E não pode ser discurso de campanha. Porque, na verdade, se você utiliza isso como discurso, na verdade está escondendo que não tem conteúdo, não tem propostas”, completou.

"Violência, ataque, acusação"

Segundo Lúdio Cabral, é preciso usar a coerência para olhar para gestões passadas e apontar erros e acertos, o que não tem acontecido nos discursos de Pedro Taques.

"Ele usa da violência, do ataque, da acusação. O discurso de que tudo que veio antes está errado. E esse discurso de 'terra arrasada' é perigoso, porque ele tende a produzir decepção nos cidadãos" “Ele usa da violência, do ataque, da acusação. O discurso de que tudo que veio antes está errado. E esse discurso de 'terra arrasada' é perigoso, porque ele tende a produzir decepção nos cidadãos, depois. O que nós temos que fazer é olhar pra trás, com a perspectiva crítica, identificar acertos, reconhecê-los, mesmo de governos adversários, e identificar os erros que precisam ser corrigidos”, afirmou.

Entre os exemplos, Lúdio avaliou positivamente o governo do já falecido Dante de Oliveira (PSDB) e fez críticas a atual gestão de Silval Barbosa (PMDB).

“A política de saúde no governo de Dante foi positiva. Foi técnica. Isso é um dado positivo e que tem que servir de exemplo pra mim, projetando meu governo no futuro. De outro lado, houve um processo de desmonte da máquina do Estado em um determinado período”.

“A mesma coisa é no governo Silval. O que é positivo? Os investimentos em infraestrutura e mobilidade de Cuiabá, o MT Integrado no interior. Agora, a política de Saúde precisa melhorar. A relação com o passado tem que ser essa, crítica, de identificar acerto e erro, para projetar o futuro. Não pode atacar e dizer que está tudo errado, ou de ser submisso e dizer que está tudo certo”, afirmou Lúdio.

 
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