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3 Abr 2014 - 18:00

“Não quero mais ser juiz; quero ser julgado pela população”

Julier se diz confortável no PMDB e elogia nova sigla

Mídia News

O ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) afirmou que deixou a magistratura e se filiou ao PMDB porque não quer mais ser juiz, e agora quer dar sua contribuição à população na arena política. O ex-magistrado, que pediu exoneração do cargo desde a última quarta-feira (2), vem articulando para ser candidato a governador.

“Após 19 anos como juiz, acho que a magistratura ficou pequena para mim. Assumo agora esse novo desafio de tentar dar minha contribuição extrapolando as fronteiras do Judiciário e lutar por melhor educação e saúde. Deixei minha carreira com desprendimento. O dia que eu não quis mais ser juiz, eu saí. Agora quero ser julgado pela população”, disse, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (3).
"Assumo agora esse novo desafio de tentar dar minha contribuição extrapolando as fronteiras do Judiciário e lutar por melhor educação e saúde"

Julier negou também qualquer constrangimento em estar ao lado de políticos contra os quais já proferiu decisões desfavoráveis, e que chegaram a entrar com representações contra ele no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – caso de Carlos Bezerra (PMDB), Silval Barbosa (PMDB), Blairo Maggi (PR), Wellington Fagundes (PR), José Riva (PSD), entre outros. Julier, que já militou no PT na juventude, também cobriu o novo partido de elogios.

“Me sinto confortável porque estou no terreno que escolhi para exercer a minha cidadania na arena política. A democracia funciona assim. Já recebei representações, mas também dei decisões. O PMDB foi uma resistência à ditadura militar, e tem a grandeza de estar se renovando há 40 anos”, afirmou.

Ele não confirmou a intenção de disputar o governo e disse que acatará o que o partido decidir. E se absteve também de opinar a respeito de suas estratégias políticas para enfrentar o possível adversário – caso a candidatura se consolide –, o senador Pedro Taques (PDT), e dos outros pré-candidatos do seu grupo político, o vice-governador Chico Daltro (PDT) e o ex-vereador Lúdio Cabral (PT).

“Essas avaliações dependem da conjuntura política. Estamos vendo a receita do bolo, e não preparando o bolo ainda. Falar sobre campanha é futurologia. Não me cabe avaliar o que não foi discutido”, desconversou.

 
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