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3 Abr 2014 - 15:55

Questões indígenas impedem que eclusas no Teles Pires-Tapajós sejam prioridade para Ministério dos Transportes

Solução para hidrovias esbarra em questões indígenas e ambientais

Olhar Direto

A construção de eclusas nas barragens de rios onde estão sendo construídas usinas hidrelétricas em Mato Grosso não é prioritária, neste momento, para o Ministério dos Transportes. A avaliação é do diretor do Departamento de Programa de Transportes Aquaviários do Ministério, Luziel Reginaldo de Souza, que aponta questões indígenas e ambientais como os maiores entraves para investimentos federais.

Ele foi um dos palestrantes de audiência pública, nesta quarta-feira (2) da Comissão Especial da Câmara Federal para discutir o projeto de lei 5.335/20089, do Senado, que trata dos dispositivos para transposição hidroviária de níveis.

Segundo ele, no caso da usina Teles Pires, há uma série de questões indígenas que precisam ser resolvidas antes que investimentos bilionários sejam feitos pelo governo.

“Corremos o risco de transformar estas eclusas em elefantes brancos, sem utilização, porque há uma série de empecilhos a serem resolvidos na questão indígena. Hoje a prioridade absoluta é construir eclusas em barragens onde não há estas questões”, sustentou.

O deputado federal Roberto Dorner (PSD-MT) fez um apelo para que o governo federal inclua nos projetos de construção e hidrelétricas a construção de eclusas nas barragens de rios para viabilizar a navegabilidade.

Segundo ele, a construção de eclusas após barragens encarece empreendimento em cinco vezes. Para o parlamentar, a falta de medidas para garantir a navegabilidade é motivo de grande preocupação no setor produtivo.

“Cinco barragens estão sendo construídas sem a previsão de eclusas. Sabemos que quando as esclusas são feitas posteriormente, os valores ficam cinco vezes maior. Será que não era conveniente agir preventivamente?”, questionou Dorner.

“Para o norte de Mato Grosso seria muito bom. Nossa região, no rio Tapajós até Sinop, será navegável. Precisamos de eclusas, pois o transporte em Mato Grosso é o mais caro do país”, ressaltou.

Dorner disse que questões indígenas não podem impedir o desenvolvimento do setor produtivo.

"Não pode meia dúzia de índios ditarem as regras. Há a necessidade de construção destas eclusas. Eles não podem segurar o desenviovimento. Precisamos resolver esta questão", finalizou ao final da audiência pública.

 
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