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3 Abr 2014 - 16:46

Cristóvão chega disposto a mudar o Fluminense: 'O time pode muito mais'

Técnico é apresentado após a demissão de Renato Gaúcho, elogia o elenco e acredita em reação na Copa do Brasil: 'Time tem qualidade, potencial e força'

Agência da Notícia com Globo Esporte

Reprodução

Cristóvão Borges posa já com o uniforme de treino do Fluminense (Crédito: Reprodução)

Cristóvão Borges posa já com o uniforme de treino do Fluminense

 Cristóvão Borges chegou ao Fluminense, na tarde desta quinta-feira, decidido a não perder tempo e com a sensação de um iniciante. Apresentado pelo vice de futebol, Ricardo Tenório, como substituto de Renato Gaúcho, o treinador, ex-Vasco e Bahia e que assinou contrato com o Tricolor até o fim do ano, começou a trabalhar logo após coletiva realizada nas Laranjeiras. Com as atenções iniciais voltadas ao jogo de volta contra o Horizonte-CE, dia 10, a missão imediata é evitar uma eliminação na primeira fase da Copa do Brasil.
Cristóvão assume com a responsabilidade de dar padrão de jogo ao time, mas já sob risco de queda na segunda competição mais importante do país. Pior: chega sem o aval do presidente da patrocinadora do clube, Celso Barros, que não queria a demissão de Renato. Embora em diversos momentos da coletiva tenha se classificado como um iniciante, alguém que ainda está aprendendo com profissionais mais gabaritados, demonstrou confiança na possibilidade de mudar o quadro.
– É um desafio grande pelo tamanho e pela qualidade do Fluminense. Mas o clube e o time têm potencial para corresponder. Todos vocês falam que o time pode muito mais, e eu acho que pode muito mais. Estou aqui, espero que possa fazer isso acontecer. A vontade é grande, estou muito motivado para isso. E sabendo da qualidade dos jogadores, o desafio me deixa muito motivado. É um desafio, temos de tirar essa vantagem, o time tem condições. Agora temos que tirar a vantagem. O time tem qualidade, potencial e força.
O novo treinador tricolor falou diversas vezes em motivação, em superar desafios. E eles não são poucos: um time em busca de recuperação, um clube com os bastidores em ebulição, uma torcida em busca de respostas. Cristóvão, no entanto, parece não se preocupar. Com seu jeito sereno, arregaça as mangas e encara como um degrau a mais em sua carreira.
– Estou ansioso, feliz, contente, com uma sensação de iniciante. É um grande desafio, uma grande oportunidade, e farei de tudo para segurar bem. Penso muito na minha carreira. Quando terminei o Brasileiro no Bahia, aquilo me deu enorme contribuição. Foi um trabalho muito bom. Pensei, sonhei dar um passo maior. Por isso esperei, e tive outras propostas. Apareceu o Fluminense, compatível com o que desejava. Vou dar tudo para dar certo.
O acerto entre as partes foi rápido. Ocorreu na quarta-feira, mesmo dia em que o Tricolor anunciou a saída de Renato. O presidente do clube, Peter Siemsen, e o vice de futebol, Ricardo Tenório, fizeram valer a sua vontade de troca de comando superando o desejo de Celso Barros, que desejava a continuidade do trabalho mesmo após a eliminação no Carioca, na semifinal contra o Vasco. A queda de braço, aliás, tornou a relação entre clube e Unimed-Rio delicada. É a maior crise em 15 anos, e há chances de não renovação do contrato no fim de 2014, quando ocorrerá a avaliação do vínculo – em entrevista a uma rádio, o presidente da patrocinadora classificou como covarde a atitude de Siemsen.
Ao contrário da apresentação de Renato, técnico que Celso Barros queria, o presidente Peter Siemsen não esteve na chegada de Cristóvão Borges, treinador bancado por ele. Sobre o conflito, Cristóvão ergueu a bandeira branca. Torce pela união dos poderes para a recuperação do clube.
– O desejo é ver o Fluminense bem, ganhando. Vamos somar forças para isso.
Trata-se de uma volta ao Tricolor. Agora, Cristóvão é treinador. A passagem como jogador foi de sucesso. De 1979 a 1983: com 100 jogos, 26 gols e um título do Carioca. O auge foi um golaço contra o Flamengo de Zico em clássico no Maracanã no primeiro ano de clube. O agora treinador tentará repetir bons trabalhos feitos em outras equipes, especialmente no Vasco.
Ele saiu do Cruz-Maltino ao pedir demissão em 10 de setembro de 2012, após derrota por 4 a 0 para o Bahia pelo Brasileirão. Ficou pouco mais de um ano no cargo. Assumiu o comando da equipe em 28 de agosto de 2011, quando Ricardo Gomes sofreu um AVC durante o clássico contra o Flamengo. Desde então, saltou do posto de auxiliar para o de técnico titular. Dirigiu a equipe em 78 partidas, com 41 vitórias,18 empates e 19 derrotas, um aproveitamento de 60,2% dos pontos disputados. Foi vice do Nacional em 2011. Caiu nas quartas da Libertadores. Ambos com resultados adversos para o Corinthians.
Depois, passou um período sem trabalhar. Até assumir o Bahia em 17 de maio de 2013 após a saída de Joel Santana, resultado de goleada de 7 a 1 para o Vitória na final do Baiano. Livrou a equipe do risco de rebaixamento na Série A. Disputou 42 partidas. Conquistou 14 triunfos, 13 empates e 15 derrotas, aproveitamento de 43,6%.


 
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