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4 Abr 2014 - 14:16

Museus Histórico e de Arte estão sem gestores em Mato Grosso

Não foi registrado interessado em um caso e no outro a seleção foi suspensa

Mídia News

 Locais que servem como resgate da memória e história de Mato Grosso, dois museus da Capital podem ter o atendimento ao público comprometido pela falta de instituição que faça o gerenciamento das unidades.

Com processo de licitação aberto no dia 21 de março, o Museu Histórico de Mato Grosso, localizado na Praça da República, Centro da Capital, não teve nenhum interessado.

Prédio datado de 1986 e que conta com um acervo de quadros, retratos, esculturas e documentos, o local, inclusive, esteve fechado durante um ano e meio e reabriu apenas em dezembro passado.

O funcionamento, segundo a própria Secretaria de Estado de Cultura, por meio de assessoria de imprensa, fica parcialmente comprometido porque, enquanto nenhuma instituição se interessa, uma equipe pequena da pasta é destinada para a unidade.

Recurso insuficiente
"Encaminhamos o plano de trabalho no sentido de fazer todas as pontuações, mostrando que o recurso era inexeqüível, uma vez que além do gasto com pessoal e segurança, que pode chegar a R$ 83 mil ao ano, trata-se de um prédio tombado, em que necessita de cuidados e manutenções adequadas"
Inaugurado na última quarta-feira (2), o Museu de Arte de Mato Grosso, na Rua Barão de Melgaço e que já abrigou a Residência Oficial dos Governadores, teve processo de seleção para gestão da unidade cancelado na mesma data.

Segundo justificativa da Secretaria de Estado de Cultura, em publicação do Diário Oficial do Estado, o valor anual para a instituição que coordenaria o local era insuficiente.

O montante, de R$ 150 mil, serviria para pagamento de pessoal, segurança, manutenção e gestão do espaço. Devido ao valor, o interesse também foi baixo: apenas uma organização social, a Casa de Guimarães, se interessou.

Foi a própria instituição que apresentou à pasta, nesta semana, o plano de trabalho, indicando que o valor era impróprio para a necessidade apresentada pelo Estado.

“Encaminhamos o plano de trabalho no sentido de fazer todas as pontuações, mostrando que o recurso era inexeqüível, uma vez que além do gasto com pessoal e segurança, que pode chegar a R$ 83 mil ao ano, trata-se de um prédio tombado, em que necessita de cuidados e manutenções adequadas. Portanto, ficamos gratos que a Secretaria de Cultura entendeu e está tomando providência nesse sentido”, afirmou Viviene Lozi, representante da Casa de Guimarães.

Para gestores que atuam em museus da Capital, e que não quiseram se identificar, o valor seria incongruente, uma vez que é o mesmo oferecido pelo Governo do Estado em último edital de gestão de locais como o Cine Teatro, Casa Dom Aquino e Museu de Arte Sacra, feito há quatro anos.

 
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