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1 Set 2014 - 09:55

A GERAÇÃO Z E O EXERCICIO DE CIDADANIA

Sargento Randalle

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Randalle Silva é 3º Sargento da PM, bacharelando em Direito (Crédito: Agência da Notícia)

Randalle Silva é 3º Sargento da PM, bacharelando em Direito

Sou de uma geração nascida entre os anos 80 e os anos 90, conhecida como geração Y, e após minha geração surgiu a geração Z, impulsionada pela tecnologia, onde esse jovem consegue realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo sem se desconectar de um iphone, smartphone ou laptop, conectado à uma rede social.

Estudiosos estão tentando definir essa geração silenciosa, que passa mais tempo conectada no mundo virtual, no entanto eis que surge o seguinte questionamento: E no campo politico, muitos dessa geração Z com idade entre 16 e 18 anos irão exercer pela primeira vez o direito ao voto facultativo. Estarão interessados em exercer esse papel?

Em 1984 milhares de pessoas foram às ruas lutar pela volta das eleições diretas para Presidente, no ano de 1985 foi eleito o primeiro presidente civil após o golpe de 64, Tancredo Neves. Neste mesmo ano, uma Emenda na Constituição restabeleceu eleições diretas para Presidente e para Prefeitos, surgindo nesta Emenda, o direito ao voto para maiores de 16 anos e analfabetos.

A geração Z também conhecida por geração do protesto, após os movimentos sociais de junho do ano passado pela redução das tarifas de ônibus, pelo fim da corrupção, e pela mudança politica em nosso País, soma cerca de 11 milhões de jovens entre 16 e 20 anos que irão comparecer às urnas pela primeira vez. Segundo a Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) 65% dos jovens nessa faixa etária mesmo tendo direito ao voto facultativo, estão ansiosos para comparecer às urnas.

Podemos entender que essa geração esta querendo mudanças politicas, ao qual certamente os protestos do ano passado só tiveram repercussões e tomaram proporções gigantescas, devido essa interação dessa geração conectada em twitter, facebook, whatsapp, instagram, etc.

O jovem da geração Z demonstra que seu papel no campo politico é fundamental, pois sabendo escolher seus representantes, estará participando ativamente da construção de um novo país, livre de corrupção. Assim, concluímos que em outubro aqueles jovens que tomaram avenidas, saíram das salas de aula e foram gritar: VEM PRA RUA!! estarão nas urnas, alguns pela primeira vez, exercendo um papel sublime, que é VOTAR!

Agora pergunto: Qual a responsabilidade da nossa geração Y? Certamente é incentivar esse jovem a se entusiasmar e exercer sua cidadania. Lembro bem, quando eu tinha 18 anos no ano de 1999, inserindo num mundo cheio de interrogações, anseios e inseguranças, junto com outros jovens abraçamos a bandeira em lutar pelas cotas nas universidades publicas para jovens carentes. E fico feliz, em ver que nossa luta trouxe avanços e reflexos para nossa geração Y e a geração Z, que devido um acesso maior à Educação, hoje somos formadores de opiniões, e não mero figurantes numa sociedade que anseia por mudança.

Randalle Silva é 3º Sargento da PM, bacharelando em Direito e Pós Graduando em Gestão em Segurança Publica e Direitos Humanos.


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