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9 Dez 2019 - 08:38

Insatisfação cresce 42% e Energisa já foi multada em R$ 13 mi, diz chefe do Procon

A secretária também explicou que o total de multas aplicadas contra a Energisa-MT já está em R$ 13,8 milhões. Mas, desse total, somente R$ 267,2 foram pagos.

RD News

A secretária-adjunta do Procon-MT, Gisela Simona, foi a segunda convocada a prestar esclarecimentos perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa-MT, na tarde de quinta (5), na Assembleia. Gisela apresentou dados que, segundo ela, comprovam diversas irregularidades cometidas pela empresa. Ressaltou o fato de que 82,6% das reclamações são de clientes se queixando de cobranças abusivas.

Ela pondera quecresceu o número de reclamações de clientes insatisfeitos com empresa. Em 2015, quando começou a operar em Mato Grosso, foram registrados 5.359 reclamações. Em 2016, 5.707; em 2017, 5.699; e em 2018, 5.809. Neste ano, até agora já são 8.285 reclamações - num aumento de 42,6%.

“A Energisa tem cometido diversas irregularidades e uma das mais graves é ela não efetuar a leitura mensal, fazendo somente por estimativa, saindo da sua faixa normal de consumo, o consumidor acaba pagando mais, pois em Mato Grosso o ICMS é escalonado, ou seja, quanto mais se consome, mais o cliente paga, de iluminação pública, ICMS e outros impostos, outra é não praticar a religação de urgência, dentro de 4h na área urbana, e 8h na zona rural, após o cliente ter a energia cortada. Outro erro da empresa, é não oferecer atendimento prioritário para seus clientes portadores de necessidades especiais. Essas são apenas algumas das infrações cometidas pela concessionária”, relatou Simona.

A secretária também explicou que o total de multas aplicadas contra a Energisa-MT já está em R$ 13,8 milhões. Mas, desse total, somente R$ 267,2 foram pagos.

” A Gisela Simona apresentou documentos que irão contribuir muito com o nosso trabalho de investigação. Trouxe dados que já sabíamos, como a Energisa ser a campeã em números de reclamações e também informações novas, como o fato do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) estar entregando laudos sem assinatura, que não tem nenhuma legitimidade, podendo até ser adulterados. Essas e outras informações coletadas serão investigadas até chegarmos a uma resposta para a população mato-grossense”, disse Elizeu Nascimento, presidente da CPI da Energisa.

A comissão vai convocar representantes da Ager e da Defensoria, para serem ouvidos na próxima oitiva. A CPI é composta pelo deputado Elizeu Nascimento, como presidente; Carlos Avallone (PSDB) como relator; Thiago Silva (DEM), vice-presidente; membros titulares, Paulo Araújo (PP) e Dr. Eugênio (PSB). Os suplentes são os deputados Valmir Moretto (Republicanos),Valdir Barranco (PT), Romoaldo Júnior (MDB), Xuxu Dal Molin (PSC) e Dilmar Dal Bosco (DEM). (Com Assessoria)

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