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13 Jan 2020 - 14:15

MPE denuncia jornalista à Justiça por tentativa de violação sexual

Legislação prevê de um a cinco anos de reclusão; Leonardo Heitor está preso desde 25 de novembro

Mídia News

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 (Crédito: Mídia News)
O Ministério Público do Estado (MPE) ofereceu denúncia contra o jornalista Leonardo Heitor Miranda Araujo, de 38 anos, por tentativa de violação sexual mediante fraude.
 
A denúncia é assinada promotor de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza e o caso corre sob sigilo. A denúncia foi encaminhada à juíza Suzana Guimarães Ribeiro, da Sexta Vara Criminal de Cuiabá na quinta-feira (9).
 
Segundo o Código Penal, o jornalista, caso condenado, poderá pegar de um a cinco anos de reclusão.
 
O caso veio à tona no ano passado, quando ao menos dez jornalistas de Cuiabá o denunciaram na delegacia.
 
O crime de violação sexual mediante fraude está especificado no artigo 215 do Códio Penal. O dispositivo considera crime "ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima".
 
Como o caso corre em sigilo no MPE, não há detalhes de como teria ocorrido a tentativa de violação sexual.
 
Leonardo Heitor está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde o dia 25 de novembro do ano passado. Ele foi detido no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, por descumprir medida protetiva.
 
Ele é réu em outra ação penal pelo descumprimento de medida protetiva. Neste caso, a denúncia foi aceita pela juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, substituta da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, no dia 19 de dezembro.
 
Entenda o caso
 
Conforme apurou a reportagem, o jornalista abordava as mulheres, principalmente colegas, pelo aplicativo WhatsApp com número de DDD de outros estados, com nome e fotos de outra pessoa.
 
Durante a conversa, mandava diversas fotos de pênis, além de mensagens de cunho erótico.
 
Segundo as vítimas, ele alegava que conseguia o número pelo “Tinder” (rede social de relacionamento), quando na verdade algumas mulheres alegavam nem ter conta no aplicativo. 
 
As vítimas alegam que chegaram a bloquear o número do “fake”. No entanto, o jornalista retornava com outro número e voltava a perturbá-las.
 
Nega as acusações
 
À época que os fatos vieram a tona, o MidiaNews conversou com o jornalista que contou que, ao tomar conhecimento das denúncias, procurou espontaneamente a delegacia para saber do cunho dos boletins de ocorrência. Segundo ele, consta até uma acusação de estupro.
 
“Eu não quero parecer pedante, nem vítima, até porque sei as 'merdas' que fiz. Só de você falar com uma mulher, tendo outra em casa já é socialmente inaceitável. Eu não fiz nem um terço das coisas que estão falando que fiz. Agora é esperar juridicamente. Porque eu já perdi emprego, perdi namorada, casa, tudo”, disse o jornalista.
 
“O meu maior lamento agora é as pessoas julgarem antes de qualquer coisa. Tem muita coisa que está sendo contada que não condiz com a verdade”, completou.
 
Leonardo, no entanto, admitiu que teve conversas de cunho sexual com algumas jornalistas e para outras até enviou fotos íntimas.
 
“Eu já mandei fotos minhas íntimas para mulheres, mas antes eu sempre friso: 'posso te mandar?'. E só assim mando. Eu não mando nada sem ninguém pedir. Admito que errei ao achar que não estaria sendo inconveniente”.
 
“Se eu mostrar a conversa, as pessoas verão que não são assédio. Tem um outro caso, com uma mulher que me acusa de assédio, que na conversas que tínhamos ela me chama para sair e se convida para ir lá em casa”.

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