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31 Jan 2020 - 14:10

TJ cita "risco a segurança pública" e nega liberdade a vereador

Jânio Calistro está preso desde o dia 19 de dezembro em decorrência da Operação Cleanup

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 (Crédito: Reprodução)
O desembargador Gilberto Giraldelli, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou soltar o vereador de Várzea Grande, Jânio Calistro (PSD), acusado de associação a um grupo criminoso responsável pelo controle do tráfico de drogas na cidade.
 
A decisão é desta quinta-feira (30).  
 
Calistro está preso desde o dia 19 de dezembro em decorrência da Operação Cleanup, da Polícia Civil.
 
No pedido de liberdade, o advogado Ricardo Monteiro, que faz a defesa do vereador, alegou “constrangimento ilegal” na decretação da prisão. 
 
Segundo o advogado, Calistro nega envolvimento com qualquer organização criminosa de comércio de entorpecentes, afirmando que apenas manteve contato com alguns dos acusados para tratar de assuntos que nada dizem respeito a condutas ilícitas.
 
"Demais a isso, alega que durante as campanas policiais e no cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do increpado nada de ilícito foi constatado ou apreendido que indicasse o vínculo dele com o narcotráfico e/ou alguma facção criminosa, até mesmo porque o encontro de munições em sua casa se justifica no fato de que ele é escrivão da polícia aposentado", diz trecho do pedido. 
 
 
Nessa fase prévia, não há como considerar o édito segregatício como absurdo, teratológico, desprovido de fundamentação ou mal motivado, pois, aparentemente, encontra-se lastreado em fatos e elementos concretos
Em sua decisão, o desembargador afirmou, porém, ser "temerária" a revogação da prisão ou a sua substituição por restrições menos gravosas diante do "risco" que a liberdade de Calistro representa à "segurança pública". 
 
Giraldelli ressaltou que as investigações apontam indícios do seu possível envolvimento com o narcotráfico, sendo um dos integrantes do grupo formado para disseminar entorpecentes na região de Várzea Grande.
 
Destacou que as diligências investigativas realizadas até o momento, em especial a quebra de sigilo de dados e interceptação telefônica, teriam indicado que ele mantinha contato com o co-suspeito João Vanderson, de alcunha “Peruca”, o qual lhe colocava a par de toda a movimentação da "mercancia espúria" de drogas. 
  
“À vista disso, nessa fase prévia, não há como considerar o édito segregatício como absurdo, teratológico, desprovido de fundamentação ou mal motivado, pois, aparentemente, encontra-se lastreado em fatos e elementos concretos contidos nos autos que satisfazem o fumus comissi delicti e o periculum libertatis, cabendo frisar, ainda, que em matéria de prisão preventiva deve ser considerado o princípio da confiança no juiz da causa, que está mais próximo dos fatos e das pessoas neles envolvidas e, portanto, tem maiores condições de aquilatar a necessidade da medidaextremada” decidiu o desembargador.
 
Operação 
 
No total, a operação, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriu 21 mandados de prisão e 33 mandados de buscas e apreensão. 
 
Segundo investigação da Polícia Civil, Jânio era quem orientava os traficantes a respeito da compra e venda de drogas na cidade.
 
Todos os presos, inclusive o vereador Jânio, tinham envolvimento com a facção Comando Vermelho, que segundo as investigações é quem comanda o tráfico na região.
 
Segundo o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, as investigações iniciaram em virtude de uma denúncia anônima recebida pela DRE, a qual foi verificada a atuação de um extenso grupo de traficantes atuante na cidade de Várzea Grande.
 
O trabalho investigativo durou cerca de 70 dias e permitiu identificar diversas pessoas associadas para o tráfico, sendo realizadas as prisões em flagrante de 6 pessoas e apreensão de grande quantidade de drogas em posse dos presos.

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