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19 Fev 2020 - 14:14

Ex-chefe de gabinete de Silval reafirma que repasses eram propina

Silvio César Correa prestou depoimento a vereadores na Câmara Municipal de Cuiabá nesta quarta-feira

Mídia News

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 (Crédito: Mídia News)
O ex-chefe de gabinete Silvio César Correa reafirmou nesta quarta-feira (19) que o dinheiro dado a deputados no Palácio Paiaguás, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, era mesmo propina.
 
Corrêa, que filmou os parlamentares recebendo dinheiro - entre eles o atual prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) -, voltou a prestar depoimento na CPI do Paletó da Câmara Municipal, durante a qual reiterou o que havia dito na primeira oitiva, no ano passado.
 
As imagens vieram à tona depois da delação premiada do grupo político de Silval Barbosa, em 2017.
  
Em relação ao dinheiro entregue em seu gabinete, Silvio informou que foi um acordo que teve com a Mesa da Assembleia Legislativa para pagar R$ 600 mil a cada deputado.
 
A respeito da participação de Emanuel no acordo, Silvio Corrêa declarou que o então deputado recebia R$ 50 mil mensalmente.
 
 
"Teve um dia que me senti acuado, por isso resolvi gravá-los. A decisão de gravá-los foi minha. A pressão era diária. Se você atrasasse um dia, eles já ligavam".

“Teve um dia que me senti acuado, por isso resolvi gravá-los. A decisão de gravá-los foi minha. A pressão era diária. Se você atrasasse um dia, eles já ligavam. Tanto que nesse dia, os deputados se reuniram para fazer pressão”, declarou Silvio.
 
Perguntado se Emanuel o havia pressionado, Silvio Corrêa disse não recordar, mas acreditar que não. 
 
Sobre se o dinheiro repassado para Emanuel Pinheiro seria para pagamento de pesquisa eleitoral, como prefeito alega, uma vez que seu irmão Marco Polo Pinheiro é proprietário de uma empresa de pesquisa, Silvio Corrêa foi direto: “Jamais”.
 
Quanto ao ex-secretário de Estado, Alan Zanatta, o depoente citou que não recebeu nenhum tipo de proposta financeira por parte dele. “Ele nunca pediu nenhum favor em nome do Emanuel Pinheiro”, disse.
 
Sobre o que teria sido tratado nas conversas com Alan Zanatta, Silvio Corrêa voltou a falar que estava em situação financeira difícil e buscou um empréstimo junto ao ex-secretário.
 
“A conversa é pública. Eu o chamei porque estava difícil. Depois que saí da prisão, três ou quatro meses depois, a gente teve a conversa. O empréstimo foi nessa conversa”, disse.
 
Silvio Corrêa afirmou ainda que só encontrou uma vez com Alan e pediu a ele R$ 6 mil.
 
“Eu só encontrei com Alan uma vez, pedi R$ 6 mil, mas quando fui conferir só tinha R$ 5,7 mil”, ao afirmar que se sentiu traído pelo Alan, que teria a intenção de prejudicar sua delação a Justiça.
 

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