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5 Mar 2020 - 15:03

Estudo inédito do CNJ aponta que 41% dos presos de MT voltam à prisão em até 5 anos

Segundo a Sesp, população carcerária do estado é de, atualmente, 11.874 presos. Pesquisa analisou dados de presos entre 2015 e 2019.

G1-MT

Um estudo inédito sobre a reincidência de presos no Brasil apontou que 41% dos presos de Mato Grosso voltam para a cadeia em até 5 anos. Os dados, com base no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram divulgados na terça-feira (3).

De acordo com o levantamento, o estudo comparou estatísticas do sistema socioeducativo e do sistema prisional em cada estado.

A conclusão foi que a taxa de reentrada no sistema prisional é bastante superior àquela encontrada no sistema socioeducativo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), a população carcerária do estado é de, atualmente, 11.874 presos adultos. Eles estão distribuídos em 53 cadeias públicas e penitenciárias do estado.

Já os adolescentes infratores apreendidos são 117 em 7 unidades socioeducativas em Mato Grosso.

O levantamento levou em consideração presos e adolescentes que tiveram sentença condenatória entre 2015 e 2019. Foram avaliadas as chamadas reentradas (reincidência) nesse grupo durante o período observado.

Dados nacionais

Conforme dados do Departamento Penitenciário Nacional, a população prisional do país triplicou em apenas dezesseis anos. Em 2016, atingiu- -se o número de 726 mil pessoas privadas de liberdade, tendo o Brasil subido à terceira posição entre os maiores encarceradores do mundo.

Em todo país, comparando uma amostra dos processos de 5.544 adolescentes com passagens pelo sistema socioeducativo à de ações penais de 82.063 adultos presos, concluiu-se que 22,9% dos adolescentes com uma sentença condenatória voltam a ser condenados. Entre os adultos, o índice chega a 42,5%.

Quanto à raça/cor, os pesquisadores chamaram a atenção para dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, à época, indicavam que 55% da população brasileira era preta 48 ou parda. Já os indicadores da pesquisa apontavam que 60,3% das pessoas analisadas eram negras.

No entanto, a categoria de “não informado” chegava a alcançar 45% dos não reincidentes, 39% dos reincidentes e 43% da população investigada. Em que pese a grande perda de informação para esse dado, a pesquisa sinalizou que a população parda era maioria entre os não reincidentes (53,6%). Já os brancos (53,7%) constituíam maioria entre os reincidentes.

Por sua vez, a pesquisa constatou que 75,1% dos presos do corte em estudo não tinham instrução ou detinham apenas o ensino fundamental, ao passo que 80,3% dos reincidentes se encontravam na mesma situação. Em adição, 88,9% de toda a amostra informou ter ocupação, sendo esse número mais elevado para os reincidentes (92,5%).

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