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Notícias / Agronegócio

15 Set 2014 - 09:57

Éder isenta Maggi e Silval de qualquer tipo de fraude em MT

Considerado ex-homem forte da gestão estadual, Eder Moraes ainda negou que tenha se pautado pela ilegalidade ao emitir cartas de crédito

Folha Max

 Em entrevista ao programa Resumo do Dia na quinta-feira (11), o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, isentou o governador Silval Barbosa (PMDB) e o senador Blairo Maggi (PR) de participação direta em escândalos de corrupção que vieram à tona recentemente no governo do Estado.

“Eu sempre cumpri ordens dos meus superiores dentro daquilo é que positivado em lei. Todas as ordens que me passaram foram cumprindo princípios da legalidade e da impessoalidade”, declarou.

Considerado ex-homem forte da gestão estadual, Eder Moraes ainda negou que tenha se pautado pela ilegalidade ao emitir cartas de crédito. Pagamentos feitos nesta modalidade se transformaram em alvo de investigação da Polícia Civil que identificou fraude de R$ 493 milhões em direitos trabalhistas aos agentes fazendários.

“Emiti mais de R$ 500 milhões em carta de crédito. É um erro dizer que esse dinheiro saiu da conta do governo do Estado. São cartas produzidas que não são pagas na boca do caixa. São compensadas em dividas pretéritas e todos pagamentos autorizados foram retidos 27% de imposto de renda, o que significa uma fraude de R$ 150 milhões aos cofres do Estado. Qualquer procedimento depois que deixei a Secretaria de Fazenda não tive participação”

Distância das autoridades

Ao longo da entrevista, Eder Moraes, ainda assegurou que não tem mantido contato com o senador Blairo Maggi (PR) e o governador Silval Barbosa (PMDB) nos últimos meses.

“Eu não mantive nenhum contato com Blairo Maggi ou Silval Barbosa porque no momento da minha prisão as medidas cautelares impuseram que não podia manter contato com nenhum deles. Estou cumprindo todas as medidas impostas”.

Questionado a respeito da Operação Ararath, se acredita em novos desdobramentos, Eder Moraes ressaltou que tem ouvido comentários de que novas operações poderão ser deflagradas, porém, criticou o Ministério Público Federal (MPF).

“Eu acho que deve concluir primeiro com os deveres e obrigações. O Ministério Público Federal, me perdoe, mas está cometendo equívocos que serão reparados. Falaram que eu tinha pago propina aos promotores e procuradores de Justiça do Ministério Público Estadual. Na verdade, foram pagos cartas de crédito e meu maior advogado de defesa neste caso é o próprio procurador geral da República, Rodrigo Janot”.

 
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