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16 Set 2014 - 09:00

MPE mantém investigações sobre esquema até dezembro

Grupo de trabalho foi criado em junho, após PF apontar lavagem de dinheiro

Agência da Notícia com Mídia News

 O Ministério Público Estadual (MPE) prorrogou, por mais 90 dias, a duração do grupo de trabalho criado para tratar das investigações relacionadas à Operação Ararath, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro nacional em Mato Grosso.

A decisão foi assinada pelo procurador-geral de Justiça adjunto, Hélio Fredolino Faust, e publicada no Diário Oficial que circula nesta segunda-feira (15). Com a prorrogação, os trabalhos do grupo se estenderão até o dia 11 de dezembro.

O grupo de trabalho foi instituído em junho deste ano, pouco tempo após a Polícia Federal deflagrar a 5ª fase da operação.

Participam do grupo os promotores de Justiça Célio Joubert Fúrio, Mauro Zaque de Jesus, Roberto Aparecido Turin e Sérgio Silva da Costa.

À exceção de Sérgio Costa, que continuará a atuar no Grupo Especial de Trabalho da Copa do Mundo, os demais promotores deverão se dedicar exclusivamente aos fatos referentes à Operação Ararath.

Uma das funções do grupo é propor as ações judiciais e/ou administrativas cabíveis contra investigados que possam ter cometido irregularidades ou crimes em esfera estadual.

Os atos do grupo poderão atingir os próprios membros do MPE, como o procurador-geral de Justiça Paulo Prado e o promotor de Justiça Marcos Regenold, que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), teriam “intercedido” em favor do ex-secretário de Estado de Fazenda, Éder Moraes, considerado um dos mentores do esquema.

Além de responder ao inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), Regenold também é investigado em procedimento instaurado pela Corregedoria-Geral do MPE.

De acordo com fonte ouvida pela reportagem quando o grupo foi criado, os promotores poderão, caso encontrem indícios concretos, entrar com uma ação por ato de improbidade contra Prado e Regenold.

Entenda a operação

A Operação Ararath, que está na 5ª fase, foi deflagrada em novembro de 2013. A Polícia Federal estima que os integrantes do esquema movimentaram, desde 2006, mais de R$ 500 milhões.

Segundo as investigações, o grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado.

O dinheiro teria sido utilizado para viabilizar campanhas políticas e até para compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado, de acordo com a denúncia.

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