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Notícias / Agronegócio

18 Abr 2020 - 09:09

Milho: veja as tendências de preço no curto, médio e longo prazo

A consultoria Cogo – Inteligência em Agronegócio preparou um relatório especial sobre o futuro da commodity em meio à pandemia de coronavírus

Canal Rural

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)

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 A pandemia de coronavírus continua pressionando as economias globais e, por consequência, as commodities agrícolas. Em meio ao clima de incertezas, a consultoria Cogo – Inteligência em Agronegócio preparou um relatório especial com tendência de curto, médio e longo prazo para o mercado de milho. Confira:

Curto prazo
Segundo a consultoria, os preços internos atingiram níveis recordes, em decorrência dos baixos estoques de passagem, quebras na safra de verão no Sul do Brasil e dólar em patamares recordes.

“No acumulado de 2020 até quarta-feira, 15, o contrato maio recuou 16,8% na Bolsa de Chicago, enquanto o indicador Esalq/BM&F subiu 9,9% no mesmo período”, informa.

A Cogo destaca que apesar de terem subido 46,1% nos últimos 12 meses, as cotações doméstica do cereal recuaram 13,5% no acumulado de abril.

As exportações brasileira somaram 3,021 milhões de toneladas no acumulado do ano, queda de 53,3% em relação ao mesmo período do ano passado. “A queda das vendas externas  decorre do fato de os preços praticados no interior estarem muito acima da paridade de exportação nos portos brasileiros”, informa a consultoria.

Médio e longo prazo
O milho segue pressionado pela forte queda do petróleo, que reduz a competitividade do etanol produzido nos EUA – o maior produtor global do biocombustível – que destina mais de 40% da produção interna para o biocombustível.

Pesa também a perspectiva de aumento de 8,2% na área plantada nos Estados Unidos na safra 2020/2021.

Quanto à a produção americana, a estimativa é de 392,7 milhões de toneladas, o que deve elevar expressivamente os excedentes de exportação no segundo semestre de 2020.

A consultoria Cogo destaca que se não ocorrerem quebras na segunda safra de milho de 2020 no Brasil, haverá necessidade de escoar produto para exportação. “A tendência é de que as cotações internas se ajustem à paridade de exportação, recuando para patamares bem inferiores aos atuais”, diz.

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