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27 Abr 2020 - 09:57

“Denúncias são graves, mas fazer somente após demissão é um erro”

Presidente da ALMT comenta declarações de Sérgio Moro, que apontou tentativa de interferência de Bolsonaro na PF

Mídia News

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 (Crédito: Mídia News)
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou que as acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deveriam ter sido levadas às autoridades judiciais.
 
Moro, ao anunciar sua demissão do Governo Federal, na sexta-feira (24), disse que Bolsonaro “mais de uma vez” quis ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência da Polícia Federal.
 
“As denúncias que ele fez são graves. Mas deveriam ser feita logo no início. Fazer só agora a revelação, depois que houve a demissão, é um erro”, afirmou Botelho.
 
Nos bastidores políticos, há quem levante a possibilidade de Moro ter prevaricado ao não tomar medidas legais cabíveis contra Bolsonaro assim que soube das possíveis tentativas de interferência.

 "Ele foi um grande juiz, prestou um grande serviço à nação, mas como ministro ainda não tinha mostrado a que veio".

Botelho afirmou que o ex-ministro prestou um "grande serviço" ao País ao atuar na Operação Lava Jato, como juiz federal, mas que como ministro deixou a desejar. 
 
“Ele foi um grande juiz, prestou um grande serviço à nação, mas como ministro ainda não tinha mostrado a que veio. Não apresentou nada, não mudou nada na Segurança Pública”. disse.
 
“A segurança nas nossas fronteiras é a mesma, nada foi feito de combate às drogas. Ainda esperávamos grande uma atuação”, afirmou.
 
Saída de Moro
 
O estopim para o pedido de exoneração foi a decisão de Bolsonaro em trocar o comando da Polícia Federal. A exoneração do diretor-geral, Maurício Valeixo, foi publicada no Diário da União de sexta.
 
Ao comunicar que deixará o Ministério da Justiça, Moro enalteceu seu papel na busca pela autonomia da Polícia Federal e destacou essa característica da corporação nos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.
 
Relembrou a promessa de "carta branca", feita por Bolsonaro, para nomear todos os assessores, inclusive na Polícia Federal.
 
Bolsonaro, poucas horas depois do discurso de Moro, classificou o ministro como uma pessoa "que tem compromisso consigo mesmo e com seu ego". 
 
E ainda afirmou que Moro condicionou a saída de Valeixo à sua nomeação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro, no entanto, disse que esse pedido nunca foi feito.
 
“O ministro Sergio Moro falou para mim: 'Você pode trocar o Valeixo, sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar ao Supremo Tribunal Federal. Me desculpem, mas não é por aí. [...] É desmoralizante para um presidente ouvir isso”, afirmou

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