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6 Mai 2020 - 09:39

Extra é condenado a indenizar cliente por venda de Iphone falso

Juíza Olinda Castrillon, da 11ª Vara Cível, arbitrou a indenização em R$ 4,5 mil por danos morais

Mídia News

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 (Crédito: Mídia News)
O Hipermercado Extra foi condenado a indenizar em R$ 4,5 mil, por danos morais, um cliente que comprou um Iphone 6 falsificado da loja localizada na Avenida Fernando Correa da Costa, em Cuiabá.
 
A decisão, publicada nesta terça-feira (5), é assinada pela juíza Olinda de Quadros Altomare Castrillon, da 11ª Vara Cível de Cuiabá.
 
O cliente contou que adquiriu o celular em novembro de 2016  pelo no valor de R$ 2 mil. Na ocasião, ele ainda pagou um seguro de um ano para o aparelho no valor de R$ 452.  
 
 "Tudo isso caracteriza dano moral indenizável, ainda mais que comprou o aparelho em uma loja conhecida, de renome".

Conforme o cliente,  como não havia mais o modelo do aparelho no estoque, ele aceitou ficar com o do mostruário.
 
No entanto, segundo ele, ao testar o celular em sua residência notou que o aparelho não abria o ICloud e ao conectá-lo ao seu computador, abriu uma pasta de arquivos que não eram conhecidos dele.
 
O cliente argumentou que levou o celular imediatamente a uma assistência autorizada Apple para que fosse realizada uma vistoria. Lá foi informado que o celular que comprou era falsificado.
 
Indignado, disse que retornou à loja com o laudo da autorizada e com o aparelho.  A loja chegou a realizar a  troca do celular, mas de novo, foi constatado que se tratava de outro celular falsificado.
 
Cliente foi "ludibriado"
 
Em sua decisão, a juíza citou que o Extra "ludibriou" o cliente ao oferecer a ele um aparelho falsificado.
 
A magistrada destacou que a loja não apresentou nenhum documento para comprovar a idoneidade do produto que comercializou.
 
O cliente, por sua vez, conforme ela, apresentou provas documentais suficientes para corroborar suas alegações, entre elas o laudo da autorizada que comprova a falsificação do aparelho.
 
“É certo que o autor, além da frustração de adquirir um celular de alto custo em uma loja conhecida, que se revelou um produto falsificado, teve que desperdiçar o seu tempo para resolver um problema causado pela requerida, que efetuou a venda de um produto não original, que continha adulterações e deixaram de prontamente efetuar a troca do mesmo ou o cancelamento da venda, obrigando o consumidor a efetuar diversas reclamações e trocas”, afirmou.
 
"Tudo isso caracteriza dano moral indenizável, ainda mais que comprou o aparelho em uma loja conhecida, de renome, de forma que se espera um bem de boa procedência, porém, foi ludibriado ao receber um telefone adulterado”, acrescentou a magistrada.
 

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