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25 Mai 2020 - 09:09

“Estender os mandatos não é legítimo e deforma democracia”

Discussão ganhou força no meio político em razão da pandemia do novo coronavírus no País

Mídia News

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O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) demonstrou ser contra a possibilidade de unificação das eleições municipais deste ano com o pleito de 2022, o que estenderia em dois anos os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores em todo o País.
 
O debate em torno da unificação voltou à tona no momento em que o Brasil atravessa a pandemia decorrente da Covid-19 (novo coronavírus).
 
Há, inclusive, algumas Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tramitando no Congresso Nacional para tornar coincidentes os mandatos eletivos, criando uma eleição geral em 2022.
 
"Vejo que dar mais dois anos de mandato para prefeitos e vereadores, que foram eleitos para quatro anos, não é legitimo e deforma um pouco a democracia".

“A dimensão da democracia é a alternância de poder e sou totalmente favorável a alternância de poder. Vejo que dar mais dois anos de mandato para prefeitos e vereadores, que foram eleitos para quatro anos, não é legitimo e deforma um pouco a democracia”, disse o prefeito, em entrevista ao MidiaNews.
 
“Sempre defendi o mandato de cinco anos sem reeleição. Tudo bem que é uma pandemia, um momento atípico, totalmente diferente de qualquer outro, seria uma motivação compreensível. Mas, neste momento, seria um exercício de futurologia qualquer conversa a respeito deste assunto”, acrescentou.
 
Segundo Emanuel, o próprio ministro Luís Roberto Barroso – que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo dia 25 – já sinalizou ser contrário à essa unificação.
 
Outra tese que tem ganhado força nos bastidores políticos, é a PEC do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pede o adiamento das eleições de outubro para o dia 6 de dezembro deste ano.
 
“Essa, por sua vez, conta com certo apoio do ministro Barroso. Talvez até lá já tenha condições de se promover uma eleição”, disse o prefeito.
 
“De todo modo, se vier a ocorrer, provavelmente será totalmente diferente das eleições tradicionais. Com certeza, não terá rua, não terá reuniões, comícios, não terá arrastões. Terá o mínimo de contato físico e mal poderá ter convenções partidárias tradicionais. Será um momento atípico. E 2020 será um ano diferente na história da humanidade”, completou.

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