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19 Set 2014 - 07:21

Rússia "chora" por redução de preço da carne brasileira em reunião

Na ocasião o governo brasileiro ressaltou a sua intenção em importar trigo da Rússia.

Agência da Notícia com Agro Olhar

 Nenhuma nova liberação de plantas frigoríficas do Brasil para enviar carne à Rússia foi anunciada durante a região na quarta-feira (17) entre representantes dos governos russo e brasileiro. Contudo, o país da região norte de Eurásia "informou que há uma necessidade de reduzir os preços dos produtos que são importados para o território da União Aduaneira do Brasil". A declaração foi dada pelo chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária (Rosselhoznadzor), Sergey Dankvert.

Segundo nota publicada no site do Rosselhoznadzor, nesta quinta-feira (18), a reunião foi um pedido do governo brasileiro. O Brasil foi representado pelo secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcelo Ferraz.

A Rússia voltou a estreitar relações com o Brasil em 2013, quando começou a desembargar diversas plantas frigoríficas de carnes bovinas, suínas e aves que tiveram restrições em 15 de junho de 2011. Somente de Mato Grosso 22 plantas frigoríficas foram embargadas, das quais 17 de bovinos. As liberações das unidades mato-grossenses tiveram início em meados de novembro do ano passado. Em 2011 cerca de 85 plantas frigoríficas do Brasil sofreram restrições, mais precisamente de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

A nota publicada no site do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia revela que apesar das exportações brasileiras para o país apontarem alta não houve de fato um aumento substancial das mesmas, pois não se teve tempo para celebrar os contratos com os importadores russos.

A nota revela ainda a preocupação dos russos quanto aos preços praticados pela carne brasileira. "Igualmente preocupante é o aumento acentuado da política de preços para os produtos fornecidos pelos exportadores brasileiros". Segundo Sergey Dankvert, a Rússia tem grandes fornecedores como à Índia e a China que são capazes de serem sérios concorrentes dos produtos brasileiros.

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, em entrevista ao Agro Olhar, o Brasil está mostrando nos encontros com a Rússia que possui capacidade de elevar a sua produção de carnes e que há segurança de envio. O ministro declarou ainda que hoje a maior preocupação do país é com a qualidade e a sanidade. “O mercado brasileiro tem que ter rentabilidade, mas não pode abusar dos preços. O que queremos é consolidar o mercado com qualidade e competitividade diante os demais países”, revelou Geller.

Conforme o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, os preços estão sofrendo valorização não apenas no mercado externo, mas também no interno. “Trata-se do aumento da demanda, apenas isso”.

A Rússia é o terceiro país que mais importa carne bovina do estado, tanto que de um ano para outro com a reabertura de seus portos para a carne bovina de Mato Grosso saltou de US$ 141,1 mil para US$ 128,7 milhões. Em termos de toneladas o aumento foi de 40,8 toneladas entre janeiro e agosto de 2013 para 30,6 mil toneladas em 2014. “Somando os envios de carne bovina, suína e aves é a nossa maior cliente”, ressaltou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Durante a reunião, que contou com a presença de empresários do setor frigorífico brasileiro, foram discutidos assuntos como a presença de ractopamina em produtos brasileiros, aonde se chegou a um acordo para uma busca conjunta de um consenso sobre o assunto no que diz respeito aos métodos de pesquisa.

Na ocasião o governo brasileiro ressaltou a sua intenção em importar trigo da Rússia.

Confira aqui a nota publicada no site do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselhoznadzor).

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