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Notícias / Agronegócio

27 Jun 2020 - 13:00

Brasil tem quase 40% da nova safra já comercializada, mas momento de menos negócios

Notícias Agrícolas

Repórter Agro: Tiago Seiffert

 (Crédito: Repórter Agro: Tiago Seiffert)

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O mercado brasileiro da soja conclui mais uma semana com negócios mais lentos e pontuais. Apostando em um panorama mais positivo para este segundo semestre, os vendedores se mostram mais ausentes e esperando pela confirmação de algumas informações. "Os preços são muito atrativos, mas já são 90% da safra velha e quase 40% da safra nova comercializados", explica o analista de mercado Luiz Fernando Gutierrez, da Safras & Mercado. 

E como explica o executivo, mesmo "arriscando" essa "espera" por outro momento para voltar a vender, "o risco não é tão grande", justamente em função dos grandes volumes já comprometidos da atual e da próxima temporada. Complementando esse cenário, quase não há mais soja da safra 2019/20 para ser vendida e, para Gutierrez, o remanescente deverá ser destinado ao mercado interno. 

"A maior parte da pauta exportadora já foi. Os maiores volumes já foram embarcados e a tendência agora é de que esses volumes vão diminuindo", explica. E motivando ainda mais este movimento, há um descolamento claro dos preços no mercado brasileiro, que em em muitas regiões já pagam melhor do que na exportação. 

As compras de soja brasileira pela China em maio atingiram seu maior volume em dois anos em 2020. Os números foram divulgados pela Administração Geral de Alfândegas da nação asiática no final da quinta-feira (25) e mostrou que as importações somaram 8,86 milhões de toneladas no último mês. O número representa 94% de suas importações do mês. 

Em relação a maio de 2019, o volume é 41% maior, e na comparação com o mês anterior - abril de 2020 - o incremento é de 49%. 

Com os embarques brasileiros somando, no acumulado do ano, quase 60 milhões de toneladas e a oferta cada vez mais ajustada no mercado brasileiro, a tendência é que os volumes de soja norte-americana comprada pelo país começarão a subir. 

CÂMBIO

Assim, ainda como explica o analista da Safras & Mercado, a grande dúvida neste momento é o dólar. Nesta semana, mais uma vez, a moeda americana voltou a se valorizar de forma bastante consistente, refletindo uma maior aversão ao risco no mercado financeiro. A possibilidade de segunda onda do novo coronavírus preocupa e traz outras incertezas. 

A moeda norte-americana fechou o pregão desta sexta-feira (26) com alta forte de 2,58% e valendo R$ 5,47, marcando sua máxima em um mês. "E eu não vejo câmbio baixo, abaixo dos R$ 5,00. Mesmo que caia, não acredito que haja espaço para cair muito porque os próximos meses deverão ser muito nebulosos", explica Luiz Fernando Gutierrez. 

De acordo com a Reuters, a divisa tem alta acumulada na semana de 2,76% e, nas últimas três, o ganho é de 9,57%. 

MERCADO EM CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, permanece a tendência de lateralização entre os futuros da soja, pressionados pelo financeiro incerto e pelo bom desenvolvimento da nova safra americana, ao passo em que as notícias positivas sobre a demanda da China melhorando nos EUA dão alguma sustentação ao mercado. 

Porém, o mercado da soja na Bolsa de Chicago mostra sua falta de força diante de notícias como essa de novas vendas. É necessário mais força e consistência. Nesta sexta, o USDA  (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de 132 mil toneladas de soja para a China nesta sexta-feira (26). O volume é todo da safra 2020/21. Este é o segundo anúncio da semana, com o primeiro tendo sido feito na terça (23), também de 132 mil toneladas. 

"As vendas estão acontecendo, mas a safra americana se desenvolvendo bem pesa. É a briga entre esses dois fatores", explica Gutierrez. "O mercado deverá continuar entre US$ 8,60 e US$ 8,80, e mesmo que perca os US$ 8,60, não há espaço para trabalhar por muito tempo abaixo desse patamar", completa. 

Assim, seguem monitorados o clima nos EUA, a demanda, o mercado financeiro e a ainda distante recuperação da economia mundial. E a especulação sobre o clima no Corn Belt, mesmo que de forma limitada, poderia trazer algum pequeno fôlego ao mercado na CBOT. 

Além disso, a tendência é, de fato, que, a China busque de forma mais agressiva a soja dos EUA nos próximos meses diante da pouca oferta no Brasil. E a estimativa é de que a nação asiática tenha de adquirir, de outubro de 2020 a janeiro de 2021, cerca de 25 a 30 milhões de toneladas para estar bem abastecida. 

As importações da oleaginosa pela China nos Estados Unidos em maio foram de, apenas, 491,697 mil toneladas, 50% menos do que em maio de 2019. O volume é o menor desde janeiro de 2019, de acordo com dados da alfândega chinesa. 

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