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29 Jun 2020 - 08:34

MPE vê medo de desgaste, mas diz que “mortos não movem economia”

José Antonio Borges aponta uma "mudança radical" na postura do prefeito em meio à pandemia

Mídia News

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 (Crédito: Mídia News)
O procurador-geral de Justiça José Antônio Borges disse ver uma mudança “radical” na postura do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) em meio à pandemia da Covid-19.
 
Em entrevista ao MidiaNews, Borges lembrou que, tão logo surgiram os primeiros casos da doença, o Município adotou o isolamento social de forma bem dura, permitindo somente o funcionamento de atividades consideradas essenciais.
 
Agora, recorreu à Justiça na tentativa de barrar a “quarentena coletiva” imposta em Cuiabá e em Várzea Grande. O pedido foi negado pelo desembargador Rui Ramos, mas o prefeito fez um novo recurso.
 
“O prefeito mudou o discurso, daquela forma rigorosa que ele estava tratando. E sabe-se lá o porquê”, disse.
 
"Agora ele diz que está preocupado com a economia. Acontece que a economia existe para pessoas vivas, não para pessoas mortas. Mortos não consomem nada".

“Ele estava sendo tão drástico, mas aí inverte o discurso anterior como se ninguém quisesse assumir a responsabilidade do ônus e como se a população não tivesse essa percepção do que está ocorrendo, esses movimentos políticos aí”, emendou.
 
Questionado se a postura de Emanuel teria ocorrido por temer eventuais desgastes junto à população, especialmente em função do processo eleitoral que se avizinha, o chefe do MPE resumiu: “Exatamente”.
 
O procurador, também, rebateu as alegações de Emanuel dando conta de que há, neste momento, uma preocupação com a economia da cidade.
 
Em entrevista na última quarta-feira (24), o prefeito afirmou que a quarentena coletiva fará Cuiabá caminhar para um “colapso econômico e uma quebradeira generalizada”.
 
“Há uma mudança de postura radical. Agora ele diz que está preocupado com a economia. Acontece que a economia existe para pessoas vivas, não para pessoas mortas. Mortos não consomem nada”, concluiu o chefe do MPE, ao defender o isolamento mais rígido na cidade.


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