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6 Jul 2020 - 08:23

Três elefantas africanas serão transferidas para santuário em MT

Local está finalizando contrução de setor; dois animais vêm de Buenos Aires e um de Mendoza

Mídia News

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Localizado em Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), o Santuário de Elefantes do Brasil se prepara para receber mais três elefantas vindas da Argentina.
 
Conforme o diretor do santuário, Daniel Moura, são elefantas africanas e duas delas, Kuky e Pupy, estão no zoológico de Buenos Aires e a terceira, Kenya, vive no Ecoparque de Mendonza.
 
Por conta da espécie ser diferente da dos demais elefantes que já estão no santuário, é necessário finalizar a construção do habitat dos elefantes africanos. Segundo
Daniel, todo o processo para os animais chegarem ao santuário deve levar em torno de seis meses.
 
“Tem que passar por uma fiscalização padrão, a partir da hora que terminar esse recinto e tiver as licenças, a gente começa o processo de importação que envolve outras licenças. Passa por um processo que deve levar, no mínimo, uns seis a sete meses”, explicou o diretor.
 
Apesar da demora do processo, a equipe do santuário está confiante, tendo em vista que já realizou duas importações de elefantas.
 
“É demorado mesmo. Temos expectativa de que as coisas vão caminhar muito bem. Agora é aguentar um pouco a ansiedade, mas estamos felizes com os zoológicos as encaminharem para a gente”, afirmou Moura.
 
Elefantas de zoológico
 
Kuky e Pupy foram levadas da África do Sul ainda muito novas para o zoológico na Argentina, ainda na década de 90, de acordo com Daniel. Com cerca de 30 anos, a dupla sempre viveu na companhia uma da outra.
 
“Viveram sempre juntas no zoológico, foram separadas da família ainda muito novas. Foi um processo de ruptura muito grave, que acontece com os elefantes quando eles são retirados da família”, disse.
 
O diretor explicou que elas devem ter sequelas por viverem em ambientes impróprios para elefantes.
 
“Felizmente, elas não passaram por toda essa tragédia em circo, mas viveram em recinto completamente inadequado. Elas devem carregar diversas sequelas por conta do confinamento inadequado, sem autonomia de recinto, de ambiente natural”.
 
Já em relação à elefanta Kenya, o santuário ainda não tem muitas informações sobre seu histórico.
 
Até o momento, o santuário não identificou problemas de saúde nos animais, mas eles devem passar por uma bateria de exames e vacinas quando entrarem em quarentena para serem transportadas para Chapada dos Guimarães.
 
“Elas vão ficar de 30 a 40 dias passando por uma bateria de exames, uma serie de vacinas. Nesse tempo a gente vai descobrir se elas estão com algum tipo de problema e já inicia o tratamento lá e a gente dá continuidade aqui. Aparentemente elas estão muito bem”, relatou Daniel.
 
O santuário
 
Em 2016, o santuário recebeu as duas primeiras elefantas asiáticas, Guida e Maia, que eram atrações de circos na Ásia.
 
Por conta das complicações de saúde causadas pelos maus cuidados no circo, Guida morreu em junho do ano passado.
 
Atualmente, vivem no santuário Rana, Lady, Mara e Maia.
 
O local foi comprado em 2015 pela ong Internacional Global Sanctuary for Elephants.

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