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15 Jul 2020 - 14:00

Com dívida de R$ 60 milhões, fábrica de uniformes entra em recuperação judicial

Pedido de RJ foi feito pelo advogado de Mato Grosso, Antônio Frange Júnior

Folha Max

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Com um passivo de aproximadamente R$ 60 milhões, uma das principais fabricantes de uniformes oficiais do país entrou em recuperação judicial para renegociar suas dívidas e garantir a continuidade das atividades. A Nayr Confecções, com assessoria do escritório Frange Advogados, teve o pedido acatado pela Justiça em um prazo de dez dias úteis e já iniciou o processo de elaboração do plano de recuperação.

A empresa possui unidades no Paraná e no Mato Grosso do Sul e é a segunda maior fornecedora para as Forças Armadas do Brasil. A crise que atingiu o grupo Nayr teve se agravou após a necessidade de captação de empréstimos para que empresa honrasse um contrato para o fornecimento de bens, no valor de R$ 88 milhões, uniformes para o Exército Brasileiro.A princípio, as entregas seriam realizadas em um prazo de dois anos, porém uma alteração exigiu o cumprimento imediato das entregas. Além disso, com a pandemia do novo coronavírus, os fornecedores chineses não cumpriram com os prazos de entregas e ainda exigiram uma quantia maior como sinal. 

“A suspensão das atividades na China atrasou por mais de 90 dias as entregas das matérias-primas adquiridas pela Nayr. Neste curto espaço de tempo, o dólar aumentou mais de 50% tornando os empréstimos com as instituições demasiadamente elevados e, ainda, inviabilizou o contrato com o Exército”, explica o advogado responsável pelo processo de recuperação judicial Antônio Frange Júnior, que também atua em Mato Grosso.

Tudo isso aconteceu antes do novo coronavírus chegar ao Brasil. A crise até então pontual com um de seus principais clientes, se estendeu para toda linha de produção com a paralisação das atividades, queda nas vendas e suspensão de contrato. “O endividamento da empresa disparou quando a pandemia ainda estava fora do país e depois tomou proporções ainda maiores ao elevar o custo da operação e reduzir o faturamento com a pandemia no Brasil. Tudo isso trouxe um desequilíbrio enorme ao fluxo de caixa”, detalha Antônio Frange Júnior.

O especialista em recuperação judicial explica que a crise provocada pela Pandemia modificou algumas características comuns entre as empresas com problemas financeiros e fez com que um processo que poderia levar anos se concretizasse em meses. “A crise acelerou o processo de endividamento ao mesmo tempo que minou as chances de restabelecimento de caixa com o fechamento do comércio e da indústria. É um cenário único e que vai exigir da Justiça um olhar especial para permitir que as empresas voltem às atividades assim que for permitido. Caso contrário, faltará empresas capazes de fornecer produtos e serviços à população”, afirma Antônio Frange Júnior.

Para a Nayr Confecções, que é a segunda maior indústria de uniformes fornecedora das Forças Armadas, o deferimento do pedido de recuperação judicial em um prazo de dez dias foi muito importante para conter o aumento no valor do passivo. “Esta celeridade tem sido essencial para garantir o pagamento das contas cotidianas das empresas, como salários e insumos básicos”, afirma Frange Júnior.

A Justiça prevê que em 2020 o número de pedidos e de deferimentos de recuperação judicial seja o maior desde a aprovação da Lei 11.101/2005. De acordo com o advogado Antônio Frange Júnior, algumas consultorias estimam que até cinco mil pedidos sejam formalizados na Justiças, sendo que o maior registro era de 2016, quando 1,8 mil empresas recorreram à Lei de Recuperação e Falência, a LRF como é conhecida.

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