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23 Set 2014 - 14:00

Advogado de Lúdio Cabral diz que elementos contra Taques são “fortes”

Ação deve ser protocolada ainda nesta semana, segundo José Renato de Oliveira

Agência da Notícia com Mídia News

 O advogado José Renato de Oliveira, que defende o candidato a governador Lúdio Cabral (PT), afirmou na tarde da última sexta-feira (19) que os elementos para o pedido de cassação do também candidato Pedro Taques (PDT) são “fortes e substanciais”.

De acordo com Oliveira, até a próxima quarta-feira (24), as provas estarão reunidas e serão encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que deverá dar prosseguimento a representação por suposto abuso de poder econômico e compra de votos.

Por meio de terceiros, Taques teria supostamente distribuído comida, bebida e combustível para eleitores do Distrito Industrial, em Cuiabá, no dia 17 de setembro.
"A ação de investigação caberá ao Tribunal, que vai instaurar a investigação. O final a gente ainda não sabe. A gente só sabe que tem elementos muito fortes"
“A ação de investigação caberá ao Tribunal, que vai instaurar a investigação. O final a gente ainda não sabe. A gente só sabe que tem elementos muito fortes, no sentido de abuso do poder econômico”, disse Oliveira.

Entre os elementos “fortes”, o advogado citou alimentação para o público presente em evento eleitoral e material de campanha.

“A alimentação foi para mais de 200 pessoas em evento eleitoral, todo ambiente estava adesivado, com material de campanha sendo distribuído e também bebida. Existem indícios a respeito de doação combustíveis e ainda há outras provas que estamos juntando para ingressar com a ação”

“Inclusive, segundo informações do próprio Aldo Locatelli [apoiador de Taques e dono de rede de postos de combustível homônimo], seriam quase três mil caminhões adesivados. Não sei se é exagero, mas todos estavam com adesivos gigantescos de Pedro Taques. Só isso já caracterizaria abuso de poder econômico substancial”, garantiu o advogado.

Terceiros

O advogado José Renato de Oliveira explicou também que o candidato a governador Pedro Taques (PDT) não precisa estar envolvido diretamente no caso para ser relacionado e o pedido de cassação justificado.
"O crime que a legislação eleitoral proíbe não exige a demonstração que o candidato pagou"
“O crime que a legislação eleitoral proíbe não exige a demonstração que o candidato pagou. Qualquer pessoa que seja ligada a ele, um apoiador ou financiador da campanha, que cometa alguma tipo de abuso também faz com que as consequências incidam sobre o candidato”.

“Não precisamos comprovar que ele pagou alimentação, combustível ou o que for nessa ação. O que a gente pretende demonstrar é o abuso do poder econômico. Se um dos doadores promoveu ato de campanha para ele, que configure crime eleitoral, o candidato também responde”.

Segundo Lúdio Cabral, com provas “robustas”, a expectativa é que a Justiça Eleitoral investigue de maneira isenta.

“Nós confiamos na isenção da Justiça, tanto é que ela própria fará o processo de investigação. Nós ainda estamos organizando as provas, uma vez que o volume é grande, para, a partir daí, a Justiça conduzir e fazer seu trabalho”, afirmou.

 
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