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24 Set 2014 - 15:15

Janete: “As pessoas querem um governante, não um ditador”

Candidata ao Governo pelo PSD afirma que irá cuidar de MT como

Agência da Notícia com Mídia News

 Escolhida candidata ao Governo de Mato Grosso faltando menos de três semanas para as eleições, a ex-secretária de Cultura do Estado, Janete Riva (PSD), afirma que terá que “correr contra o tempo” para se apresentar aos eleitores.

Janete foi escolhida pela coligação “Viva Mato Grosso” após o deputado estadual José Riva (PSD), seu marido, ter o seu registro de candidatura impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em entrevista exclusiva ao MidiaNews, Janete disse ter aceitado o desafio por confiar em seu grupo e acreditar que tem todos os requisitos necessários para governar o Estado.

A candidata acredita que, com a ajuda dos militantes, irá dobrar as intenções de voto e chegar ao segundo turno, contra o candidato da oposição, Pedro Taques (PSD).

Para crescer, aposta na rejeição, que, segundo ela, há em relação ao principal adversário.

"O Taques tem um perfil muito policialesco. Acho que isso seja o motivo de ele não conseguir passar do percentual atual de intenção de votos. As pessoas querem um governante, não querem um ditador, um cara que fica apontando o dedo para os outros", afirmou.

“A população quer ação, alguém que fale, grite e esperneie pelo Estado. E é por isso que acredito que a população vai dar esse crédito para minha candidatura, por causa de todo o trabalho prestado que temos”, completou.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista de Janete Riva:

MidiaNews - Como é assumir a candidatura ao Governo faltando onze dias para as eleições?

Janete Riva - É um desafio grande. Mas, toda vez que aparece um desafio na minha vida, peço proteção para Deus e vamos em frente. E também há um orgulho muito grande em concorrer ao maior cargo do Estado. O fato de estarmos a quinze dias das eleições não nos assusta, porque o candidato que se encontra na frente, nas pesquisas, nunca passou dos 35%. Há um índice grande de indecisos, caso que nunca aconteceu antes. Esses indecisos estão esperando um novo nome, uma opção diferente. E eu entro como essa opção diferente, com a sensibilidade da mulher, e acredito que isso vá fazer a diferença na eleição. Quero colocar toda a energia na rua, porque vamos ter que correr contra o tempo, mas acho que é possível.

MidiaNews - Como foi o processo de escolha de seu nome?

Janete Riva - Foi uma transição natural. Porque quando houve o não registro do Riva, na mesma noite, a família conversou e ele disse que não gostaria de interpor novos recursos, pela desconfiança que "Não tínhamos um Plano B. Até porque tínhamos certeza que o Plano A, que era o José Riva candidato, seria levado até o fim" geraria nos nossos apoiadores, prefeitos, vereadores e eleitores. Ele entendeu que não seria justo. Nós, então, marcamos uma reunião com todos os presidentes de partidos, os deputados federais e estaduais que conseguimos contato naquele momento, e foi surgindo o meu nome de uma forma natural. Foi por unanimidade.

MidiaNews - A sua candidatura já havia sido discutida antes da impugnação de José Riva?

Janete Riva – Não. Nunca conversamos sobre isso, não tínhamos um Plano B. Até porque tínhamos certeza que o Plano A, que era o José Riva candidato, seria levado até o fim. Não foi uma questão jurídica, porque juridicamente estávamos calçados em uma pré-consulta de uma banca de advogados. Grandes juristas disseram que ele estava apto a ser candidato. Então, não trabalhamos em momento algum plano B, ele sempre foi a primeira opção.

MidiaNews - O deputado Riva ficou dois meses em campanha e não conseguiu passar dos 20% dos votos, segundo dados dos institutos de pesquisa. Essa é a sua primeira campanha eleitoral. É possível crescer nas intenções de voto faltando tão pouco tempo?

Janete Riva - Todos nós sabemos quem sempre encomenda essas pesquisas que foram divulgadas. Além disso, o meu nome não é novo no cenário político. Não estou presente nos municípios só no momento de uma eleição, mas, sim, o ano todo. Então, acredito que o único nome que está realmente preparado para governar Mato Grosso é Janete Riva. Sou a única que tem experiência administrativa, porque já fui secretária de Cultura, secretária de Recursos Humanos da Assembleia Legislativa, por duas gestões, fui diretora de seguridade da Assembleia, presidente da Sala da Mulher. Tudo isso me deu bagagem para conhecer um pouco da nossa grande estrutura, e isso irá contribuir muito para que se possa fazer um grande governo em Mato Grosso.

MidiaNews - Acredita que, se o seu nome fosse o escolhido desde o começo, o grupo teria menos desgaste?

Janete Riva - Não tenho essa visão. Porque o Riva sempre foi o expoente de identificação do grupo e até do povo. Mas acredito muito em momentos. Sou uma pessoa de muita fé e acredito em missões. Todo esse trabalho que foi feito até aqui serve como um tijolo para a construção do que desejamos. Tudo foi válido. Claro, se tivéssemos um momento a mais para a campanha seria muito bem vindo. A única coisa que nós sabemos é que a eleição tem dia e tem hora, que é dia 5 de outubro, até às 17 horas, quando se encerra o processo. Mas vamos com muita sede ao pote e tenho certeza que segundo turno nos espera.

MidiaNews - De acordo com as últimas pesquisas, Pedro Taques lidera as intenções de votos, seguido pelo candidato do PT, Lúdio Cabral. Como a senhora analisa as forças dentro desse quadro? De fato, o quadro está consolidado dessa forma?

Janete Riva - Nas pesquisas internas que temos, Taques nunca passou de 35%. Para um cara que está praticamente há três anos fazendo campanha, esse quadro é muito ruim. Mostra que a população não o quer. Quanto ao Lúdio, a porcentagem dele é bastante variável. Tenho certeza que com a porcentagem que nós já tínhamos e com esse número de indecisos que busca um nome diferente vindo comigo, será suficiente para me levar ao segundo turno.

MidiaNews - A senhora espera crescer quanto?

Janete Riva - A minha meta é chegar até 25. E vamos trabalhar duro para isso, vamos nos desdobrar.

MidiaNews - Como a senhora analisa o perfil dos adversários?

Janete Riva - O Taques tem um perfil muito policialesco. Não me assusta em nenhum momento, mas acho que isso seja o motivo dele não conseguir passar dessa porcentagem. Porque as pessoas querem um governante, não querem um ditador, um cara que fica apontando o dedo para os outros.

Principalmente em Mato Grosso, as pessoas não estão mais admitindo esse perfil. As pessoas querem saber qual é o seu serviço prestado para a sociedade. Dizer que prendeu o João Arcanjo Ribeiro [ex-bicheiro que comandou o crime organizado em Mato Grosso]... Não fez mais que a obrigação, estava no cargo dele, era a obrigação dele fazer isso. Aliás, quem mandou prender mesmo foi o então juiz federal Julier Sebastião da Silva.

Agora, sempre me questiono qual é o trabalho prestado por ele a Mato Grosso. A gente passa em diversos municípios e não encontra uma obra feita com emenda de Pedro Taques. E se esse não é o papel do senador, me diga, qual é. O papel do senador é também ajudar o governador a trazer mais recursos para o Estado. A população quer ação, alguém que fale, grite e esperneie pelo Estado. E é por isso que acredito que a população vai dar esse crédito para a minha candidatura, por causa de todo o trabalho prestado que temos. " O Taques tem um perfil muito policialesco. Não me assusta em nenhum momento, mas acho que isso seja o motivo dele não conseguir passar dessa porcentagem. Porque as pessoas querem um governante, não querem um ditador, um cara que fica apontando o dedo para os outros"

Com relação ao Lúdio, vejo que as pessoas sentem que ele não tem experiência. E isso assusta. Mas não sei o que emperra a campanha dele, não sei se é a somatória de desgastes da gestão do governador Silval Barbosa. Mas, quando conversamos com as pessoas, sinto que não há reação, não há paixão, nem na militância. O meu diferencial é a militância... É ela que vai me ajudar a seguir em frente e obter um bom resultado.

MidiaNews - Mas, as pesquisas apontam Taques como favorito...

Janete Riva - Não vejo dessa maneira. Mesmo que ele tenha um grande apoio financeiro, acredito que dinheiro não compra tudo, não compra dignidade. Às vezes, determinado candidato pode querer pagar um combustível, um jantar, mas isso não compra a consciência da pessoa. E dinheiro não ganha eleição. Essa estrutura te ajuda com o ‘andar’ pelos municípios. Mas ninguém vence a determinação da população quando ela decide em quem vai votar e é com isso que estamos contando.

MidiaNews - O Riva usou, durante seu programa eleitoral, uma lista da Polícia Federal na qual Taques apareceria entre os investigados da Operação Ararath. Ele negou e apresentou certidões que comprovariam que não é investigado.

Janete Riva - Por mais que ele tenha esperneado, o nome dele está na lista. Agora, quem vai dizer qual o tamanho do envolvimento dele nessas investigações não somos nós. A população espera, e quer saber, o que o nome dele está fazendo na lista. Ninguém entra numa história de graça. Acredito que cada um que se candidata a um cargo público deve dar satisfação a sociedade. Não estamos falando da vida particular, mas enquanto homem público, você precisa, sim, dar satisfação. Não adianta entrar com mandado judicial, não adianta processar, porque as pessoas vão continuar querendo saber o que de fato aconteceu. Então, no mínimo, essa explicação deveria ser dada por ele. Eu estranho essa dificuldade dele em se explicar de verdade.

MidiaNews - Durante a quinta fase da Operação Ararath, a senhora chegou a ser detida por posse ilegal de arma de fogo, durante a busca e apreensão que era feita em sua residência? O que, de fato, aconteceu?

Janete Riva - Uma das minhas paixões é atirar. E falar em posse de arma é engraçado, digamos, porque a arma estava no meu cofre, trancada. Mas a licença estava vencida e eu não sabia que
Tony Ribeiro/MidiaNews

"O Taques tem um perfil muito policialesco. Não me assusta em nenhum momento, mas acho que isso seja o motivo dele não conseguir passar dessa porcentagem" precisava ser renovada. Imaginei como quando você registra um filho, que não precisa renovar a cada dois anos. Mas estava enganada e não sabia que precisava ser feita essa renovação. Eu não tenho prática de andar com a arma, ela estava no cofre. Abriram ele, acharam e eu fui levada.

MidiaNews - Um dos grandes problemas que o deputado Riva enfrentou foi a falta de recursos. No dia do lançamento de sua candidatura, ele afirmou que havia arrecadado mais de R$ 1 milhão nas últimas semanas. Quanto precisa arrecadar para ter uma campanha complete?

Janete Riva - Neste momento, não estou esperando quanto vamos gastar, mas, sim, quantos votos teremos. Disse, no dia em que anunciei minha campanha, que vamos fazer uma campanha franciscana. Estamos colaborando com mínimo possível com nossos candidatos para que eles possam trabalhar, porque terá que ser refeito todo o material de campanha. Mas acredito que para você conseguir tocar uma campanha é preciso investir R$ 10 milhões, isso para uma campanha franciscana. Não sei se conseguiremos, mas esse é o mínimo necessário.

MidiaNews – E o que dá para fazer nesse pouco tempo de campanha?

Janete Riva - Vamos para rua, pedir votos. Não tem segredo, não tem receita diferente. Nós precisamos atingir o maior número possível da população. Convocamos todos os nossos candidatos, apoiadores e colocamos uma estratégia em ação que irá dar certo. Vamos diariamente atingir o maior número possível de pessoas. Chegaremos ao segundo turno de uma forma muito tranquila, com militância. E é preciso ressaltar que temos uma militância muito aguerrida. O nosso grupo político tem algo que você dificilmente vê em outros grupos, que é a paixão. É mais ou menos como a torcida corintiana.

MidiaNews - Quando o Riva foi impugnado pelo TRE, houve um abalo na militância e o desgaste perdurou até o anúncio de desistência. No dia do lançamento da sua candidatura, estavam presentes quase três mil pessoas. Acredita que é o momento de aproveitar esse novo fêlego para conseguir chegar ao segundo turno?

Janete Riva - Eu percebo esse quadro de novo ânimo. Mas quando o registro do Riva foi negado, em nenhum momento nós caímos nas intenções de votos, segundo as nossas pesquisas internas. O que aconteceu foi que paramos de crescer, o que é diferente. E quando houve a primeira decisão, os adversários também faziam o jogo deles dizendo que seriamos impugnados no TSE. Então, o eleitor ficava em dúvida sobre se manifestar a favor do Riva ou não. E na história de Mato Grosso nunca houve um número de indecisos tão grande. Eles estavam esperando esse nome diferente. Agora que a militância viu que estamos em uma nova fase, com a minha candidatura, soltarão a voz e lutarão a nosso favor. E é isso que vai nos fazer chegar ao segundo turno.

MidiaNews - Em função desse clima positivo, acredita que possa criar uma onda a seu favor?

Janete Riva - É isso que estamos visualizando. Essa ansiedade que estava apertando acabou a partir de agora. Além disso, tem o fato de eu ser mulher, vemos que as mulheres começam a se destacar na política. Por exemplo, temos duas candidatas que se destacam na eleição para presidente. Isso tudo vem a fortalecer. Acredito que a mulher quando vê outra mulher candidata, se vê representada, porque além de mulher é amiga, mãe, avó, dona de casa e nos vemos de igual para igual. Nós vamos trabalhar em cima disso e contar que essas guerreiras somem junto conosco.

MidiaNews - A senhora tem uma história longa na questão da assistência social. Acredita que Mato Grosso precisa de um governador que foque mais nas pessoas? A população está carente de atenção?

Janete Riva - A população está totalmente carente de atenção do Governo. Por exemplo, temos, hoje, um baixo índice de pessoas com infraestrutura. São apenas 18% da nossa população. Temos um dos dez maiores PIB do país e mesmo assim não conseguimos retratar isso na nossa população. Então, é um Estado de poucos ricos e de uma população muito carente. Todos esses trabalhos de políticas "Por mais que Taques tenha esperneado, o nome está na lista [da Polícia Federal]. Agora, quem vai dizer qual o tamanho do envolvimento dele nessas investigações não somos nós." públicas que desenvolvi com relação ao enfrentamento da violência contra a mulher, enfrentamento ao abuso sexual infanto-juvenil, enfrentamento da pedofilia, me dá uma bagagem para mudar essa situação. E há, também, todo um contexto, porque não dá para falar de combate às drogas sem falarmos em educação, social, segurança, saúde. Então, nosso governo vai trabalhar na transversalidade. Vamos fazer uma verdadeira rede de proteção às nossas famílias. E eu vou cuidar do nosso Estado como uma mãe.

Além disso, precisamos mudar a condição econômica do Estado. Não temos empresas que possam agregar valores aos nossos produtos. Nossa soja, carne e couro, algodão saem tudo in natura. Então, se darmos incentivos fiscais para que grandes empresas venham para cá, conseguiremos gerar emprego, gerar renda e iremos tirar as famílias dessa linha de pobreza. Quando lançamos nosso programa da Bolsa Família Estadual, que é o 1+1, me criticaram por lançar mais uma bolsa. No entanto, não é só mais uma bolsa, porque R$ 70 pode parecer muito, mas não é nada. Quem recebe o Bolsa Família tem que escolher se vai comer, se medicar ou vestir. Essa Bolsa será um complemento, para dar um pouco mais de arroz, um pouco de feijão, leite e quiçá um apoio para compra de medicamentos e vestuário. As famílias que receberão esses incentivos terão um ano de políticas públicas direcionadas à capacitação. Ao final deste um ano, abriremos às portas do MT Fomento, com apoio do microcrédito. É uma forma de ajudar essas pessoas a caminhar com as próprias pernas. Vamos abrir as portas do Estado, dividindo suas riquezas.

MidiaNews - A senhora disse que uma das fontes para execução desse projeto seria cortar incentivos fiscais do agronegócio. É uma distorção esses incentivos ao setor?

Janete Riva - Há uma distorção na compreensão desses incentivos. Por que a grande maioria dos sojicultores não recebem esses incentivos. Eu, enquanto plantadora de soja, não recebo esses incentivos. Quem recebe esses incentivos é um pequeno grupo de tubarões do setor. No ano passado teve deputado da Assembleia buscando os nomes dessas pessoas que recebem os incentivos, mas não conseguiu saber essa informação. Mas se querem que o Estado cresça, qual o motivo de fazer dessa forma? Acredito que esses tubarões já tiveram a contribuição do Estado, já somos gratos pela contribuição em função dessa grande produção, mas chegou a hora de mudar, por não atingir todos. Acho que chegou a hora de Mato Grosso começar a beneficiar o que tem de mais precioso, que é a população.

MidiaNews - Com o deputado Riva sendo considerado "ficha suja", após decisão do TRE e TSE, ele mais ajuda ou atrapalha sua candidatura?

Janete Riva - Riva nunca foi ficha suja. Isso vem de algumas pessoas maldosas que assim o colocam. É uma forma de denegrir sua imagem. Aliás, isso é muito o tipo das pessoas que estão aí concorrendo às eleições. Eles esquecem que atrás de uma figura publica tem um ser humano, que tem família, tem toda uma história de vida que não pode ser pisada dessa forma. O Riva estará, sim, ao meu lado durante toda campanha. Ele é o coordenador da campanha. Me perguntam muito, por eu ser esposa do Riva, quem é que vai mandar no Governo. Quero responder dizendo que quem vai dar a caneta será Janete, mas quem vai decidir será a população.

Sempre fizemos isso, uma das características maior do nosso grupo é saber ouvir. Quando estava secretária de Cultura, disse que estava lá para administrar a pasta, orçamentariamente falando, a cultura em si quem decidiria é a população. Consegui fazer uma gestão bacana. E por isso não há nenhum candidato tão apoiado pela classe como eu. Pela credibilidade e confiança que depositaram em mim e na forma como retribuí. Tudo isso foi por meio da capacidade de ouvir e dar a possibilidade para que as pessoas possam argumentar. Até porque, quando você está à frente de um cargo público, você representa pessoas.

Por exemplo, hoje estamos diante de dúvidas com relação à educação e saúde. Os nossos índices educacionais estão péssimos, a saúde está na UTI. Na educação temos o ensino ciclado. Mas não serei eu que vou pegar uma caneta e mudar isso. Uma das primeiras ações será fazer com que o secretário de educação se reúna nos polos com os pais, professores para tirarmos disso um novo caminho para a educação. Ou seja, teremos um governo que irá ouvir muito, trabalhando para atingir o desejo da população, no que ela espera que um governante faça.

MidiaNews - Desde que José Riva foi afastado da presidência da Assembleia Legislativa, há rumores de que ele continuava mandando lá. A senhora é a esposa dele. Qual a garantia que o eleitor tem que não será José Riva que irá comandar o Estado, caso a senhora vença?

Janete Riva - As pessoas que conhecem o meu perfil sabem do pulso firme que tenho em tudo que desenvolvi na minha vida. Com relação ao Riva não sair da sala da presidência, foi um pedido do próprio deputado Romoaldo Junior. Aliás, esse impedimento de registro do Riva começou com o afastamento dele da presidência da Assembleia e há poucos dias tivemos uma decisão que reconduziu ele ao cargo. Então, há uma incoerência muito grande em tudo isso. Que fique muito claro aos eleitores, serei a primeira governadora do Estado e todos vão se orgulhar da gestão que faremos.

MidiaNews - Com relação à Operação Alexandria, da Polícia Civil, que foi deflagrada a partir de uma denúncia feita pela senhora: quando a senhora desconfiou da possível existência de fraudes e desvios de recursos públicos na pasta?

Janete Riva - Desde quando assumi a secretaria, já existiam boatos de que eram comuns fraudes em projetos. Só que não conseguíamos saber de que forma havia fraudes. Porque é como se tivesse uma secretaria a parte, que fica na secretaria executiva, e foi idealizada para cuidar do Programa de Apoio à Cultura (Proac). Quando esses projetos chegavam à minha mesa, já estavam prontos, analisados pelo Conselho de Cultura, aprovados, e só vinham a minha mesa para assinar e fazer o pagamento do recurso. Então, comecei a pedir que todos fizessem prestação de contas. Fui resgatando outros anos para que todos fizessem essa prestação. As pessoas que realmente fazem cultura nos procuraram para fazer a regularização. Quem não nos procurava em tempo hábil, mandávamos as contas para Tomada de Contas Especial, que é a obrigação de todo gestor.

"Há uma distorção na compreensão dos incentivos fiscais. Por que a grande maioria dos sojicultores não recebe esses incentivos?" E coincidentemente dois projetos chegaram á minha mesa para essa tomada de contas. Não tinha os proponentes, todos os endereços que você mandava, voltavam. Nas vésperas de eu sair da secretaria, esse processo voltou para minha mesa, fizemos novamente uma checagem e alguém teve a ideia de procurar pela unidade consumidora da energia elétrica. E conseguimos detectar que aquela pessoa que estava com o registro de determinada lugar, era, na verdade, de outro. Fizemos, então, uma sindicância interna e foi constatado as irregularidades. Quando fiz a denúncia na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Fazendária (Defaz) já tinha indícios de dois casos de 2013. Quando o secretário Alberto Machado assumiu, disse para ele tomar cuidado porque poderia estar em andamento novas irregularidades e como se viu, estava mesmo.

MidiaNews - Essas novas irregularidades foram cometidas pelo mesmo grupo?

Janete Riva - Não pelo mesmo grupo. Na verdade, nós tentamos mudar a forma da eleição desse Conselho de Cultura, porque ali você não elege o conselheiro, mas, sim, o time. Então, algumas pessoas que estavam ali se articulavam de tal forma que quando saia já deixava outra no seu lugar, aquela que você aprovou diversos projetos e que irá aprovar os seus projetos. Mas acredito que, a partir de agora, vamos conseguir que a eleição desse conselho mude. À época, cheguei a atender pessoas que choravam por nunca ter tido projetos aprovados, acusando outros de esquema. Eu pedia para que fizessem uma denúncia formal, indicando qual era o projeto, quem era o responsável, mas nunca aconteceu.

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