Agência da Notícia

Mato Grosso

Agência da Notícia, Sábado 15 de Agosto de 2020

1 0
:
3 9
:
5 3

Últimas Noticias

Campanha Publicitária

Notícias / Economia

28 Jul 2020 - 14:10

Contas externas têm saldo positivo de US$ 2,2 bilhões em junho

Foi o terceiro mês seguido de superávit

Kelly Oliveira

Marcello Casal JrAgência Brasil

 (Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Publicidade

As contas externas registraram saldo positivo em junho, informou hoje (28) o Banco Central (BC). O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 2,235 bilhões. Esse foi o terceiro mês seguido de superávit e, de acordo com dados revisados, é o maior saldo positivo para junho da série histórica do BC, iniciada em 1995.

Em junho de 2019, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 2,659 bilhões. “Essa mudança decorreu, principalmente, da redução de US$ 2,2 bilhões no déficit em serviços e do aumento de US$ 2,2 bilhões no superávit comercial”, disse o BC, em relatório.

No primeiro semestre, as transações correntes tiveram déficit de US$ 9,734 bilhões, recuo de 53,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo chegou a US$ 20,998 bilhões.

Em 12 meses encerrados em junho, o déficit chegou a US$ 38,2 bilhões (2,35% do Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 43,1 bilhões (2,58% do PIB) até o mês anterior.

Balança comercial
Em junho, as exportações de bens totalizaram US$ 17,997 bilhões e as importações, US$ 11,099 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 6,898 bilhões, contra US$ 4,714 bilhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a junho, o superávit comercial chegou a US$ 19,327 bilhões, ante US$ 22,412 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços
O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,371 bilhão em junho, ante US$ 3,550 bilhões em igual período de 2019. No primeiro semestre, o saldo negativo chegou a US$ 11,187 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a junho de 2019, de US$ 17,653 bilhões.

“A pandemia de covid-19 permanece afetando a conta de viagens internacionais, na qual se observou diminuição interanual de 93,7% nas despesas líquidas [receitas de estrangeiros no Brasil menos gastos de brasileiros no exterior] para US$ 72 milhões em junho de 2020, em comparação a US$ 1,2 bilhão no mesmo mês do ano anterior. Ainda na comparação interanual, ocorreram recuos de 55,3% e de 84,3% nas receitas e despesas de viagens, respectivamente”, informou o BC.

O banco destacou “reduções de 28,7% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, para US$ 941 milhões, e de 83,4% nas despesas líquidas de transporte, para US$90 milhões”, que também fazem parte da conta de serviços.

Viagens internacionais
Em julho, até o último dia 23, a conta de viagens gerou receitas de US$ 93 milhões e despesas de US$ 181 milhões, resultando no déficit de US$ 88 milhões. A conta de viagens internacionais tem sido afetada pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Rendas
Em junho de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 3,452 bilhões, contra US$ 3,876 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a junho, o saldo negativo ficou em US$ 18,608 bilhões, ante US$ 26,420 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 160 milhões, contra US$ 52 milhões em junho de 2019. Nos seis meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 734 milhões, ante US$ 662 milhões em igual período de 2019.

Investimentos
Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 4,754 bilhões no mês passado, ante US$ 574 milhões em junho de 2019.

No primeiro semestre, o IDP chegou a US$ 25,349 bilhões, ante US$ 32,233 bilhões nos cinco meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em junho de 2020, o IDP totalizou US$ 71,7 bilhões, correspondendo a 4,41% do PIB, em comparação a US$ 67,5 bilhões (4,05% do PIB) no mês anterior.

Em junho, após quatro meses de saídas líquidas, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 2,380 bilhões, dos quais US$ 1,948 bilhão em títulos de dívida e US$ 432 milhões em ações e fundos de investimento. Nos seis primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 31,252 bilhões, de ingressos líquidos de US$ 9,087 bilhões, em período similar do ano anterior. Nos 12 meses até junho, a saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico somou US$ 47,9 bilhões.

Comentários no Facebook

Comentários no Site

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Agência da Notícia. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agência da Notícia poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
Comentários com mais de 1300 caracteres serão cortados no limite.

 
Sitevip Internet