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Agência da Notícia, Quinta-feira 22 de Outubro de 2020

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29 Jul 2020 - 10:00

TJ cita "briga de sócios" e nomeia novo gestor de grupo em Cuiabá

Magistrado cita ate agressões físicas ao procurador do grupo em RJ

DIEGO FREDERICI/FolhaMax

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
A empresária Cirleine Barrozo Mendes, de Cuiabá, teria sofrido uma ameaça de seu sócio no grupo MJB Comércio e Equipamentos, Salmen Kamal Ghazale. A organização encontra-se em recuperação judicial e tem dívidas de mais de R$ 10,7 milhões.

A informação da suposta ameaça consta de um despacho proferido pelo desembargador da Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJMT), Sebastião de Moraes Filho. Numa ação de “ingresso e exclusão dos sócios na sociedade”, onde Moraes é relator, a empresária Cirlene Barrozo Mendes conta que foi “ameaçada de morte”.Na ação, Cirlene tenta o afastamento do sócio da empresa em crise. A Justiça não só acatou o pedido como também afastou a própria Cirlene da organização.

Não satisfeito com a decisão, Salmen Karmal Ghazale interpôs um recurso para tentar voltar à empresa. No entanto, em despacho publicado nesta segunda-feira (27), o desembargador Sebastião de Moraes Filho negou o pedido do empresário.

Um advogado que representava a MJB Comércio e Equipamentos teria ainda sido agredido por Salmen. “Em uma análise sumária e não exauriente do feito, as alegações iniciais indicam que as desavenças pessoais existentes entre os sócios, decorrentes dos desentendimento havidos entre a autora e o agravante (agressões físicas ao procurador do Grupo Empresarial e ameaça contra a vida da autora), as quais são corroboradas pela documentação acostada aos autos e que instruem a ação, dificultam significativamente a administração da empresa pelos sócios administradores”, diz trecho do despacho.

O desembargador também revelou que há uma “animosidade” entre os sócios, e que decisão mais certa, neste momento, é manter ambos eles afastados. “Constata-­se, por outro lado, que não há qualquer perigo de irreversibilidade no deferimento da tutela de urgência pretendida. Assim, em face das circunstâncias do caso concreto, em especial pela animosidade existente entre os litigantes, mostra­se prudente, por ora, a manutenção da decisão agravada”, decidiu ao nomear o economista Luiz Alexandre Cristaldo como novo gestor da organização com salário de R$ 20 mil por mês.

RECUPERAÇÃO

A MJB Comércio de Equipamentos é uma empresa que presta serviços de “vigilância armada, desarmada, integrada, patrimonial”, além de escolta armada e realização de monitoramento por vídeo. Ela iniciou suas atividades no mercado no ano de 2004, em Cuiabá.

A própria empresa conta no processo de recuperação que o auge dos negócios ocorreram entre os anos de 2014 e 2015, quando alcançou a condição de ser a “maior contratante de segurança privada dentro do Estado de Mato Grosso”. "O auge do grupo ocorreu nos anos de 2014/2015, nos quais chegou a figurar como maior contratante de segurança privada dentro do Estado de Mato Grosso, sem nunca sofrer qualquer condenação trabalhista ou tributária, decorrentes de responsabilidade subsidiária ou solidária, uma vez que sempre honraram seus compromissos perante os poderes públicos e privados”, diz trecho do pedido de recuperação judicial.

A organização, porém, revela que a partir de 2016 passou a sentir os efeitos da “recessão econômica”, e se queixa de sucessivos atrasos nos pagamentos pelo Poder Público por serviços prestados. A MJB diz que recorreu até mesmo a agiotas para tapar o rombo em suas contas. “Sustenta que a forte carga tributária e as dificuldades encontradas, tais como descontos indevidos e atrasos nos pagamentos pelos serviços executados, impactaram negativamente as finanças das empresas, obrigando-as a buscar empréstimos junto às instituições financeiras e com agiotas, para poder fazer frente aos seus compromissos”.

Por meio do processo de recuperação judicial a empresa também busca pagamentos não realizados por serviços prestados. Além do IFMT, a organização cobra R$ 726 mil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Atualmente esses valores já encontram-se bloqueados.

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