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Notícias / Política

30 Jul 2020 - 14:30

Chefe do MPE, Borges defende que nomes da Lava Jato não devem ir para a política

RD News

Rodinei Crescêncio

 (Crédito: Rodinei Crescêncio)
O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, defendeu que uma das lições que devem ser deixadas pela atual crise entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a força-tarefa da Lava Jato é a necessidade de evitar que nomes do Ministério Público e ligados à operação sigam para a política.No início da semana, o procurador-geral da República, Augusto Aras, fez duras críticas à condução das investigações pela força-tarefa. O PGR disse que uma unidade institucional no Ministério Público não se faz com “caixas de segredos”, ao se referir ao sistema da Lava Jato em Curitiba, que teria um banco de dados com informações de 38 mil pessoas. “Ninguém sabe como [esse nomes] foram escolhidos, quais foram os critérios”.Aras ainda disse que os procuradores liderados por Deltan Dallagnol criaram uma espécie de Ministério Público Federal (MPF) “lado B” e afirmou que o momento é de corrigir os rumos da operação, “para que o lavajatismo não perdure”.

Para Borges, outras lições seriam a importância de rodízios entre integrantes da força-tarefa, “para evitar pessoalização”, e ainda a escolha do procurador-geral da República a partir da lista tríplice escolhida pelos membros do MPF, o que não foi seguido pelo presidente Jair Bolsonaro ao nomear Aras para o cargo.O chefe do Ministério Público Estadual (MPE) defendeu a importância histórica da Lava jato e ainda ressaltou que eventuais abusos podem e devem ser apurados pelas corregedorias e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“A Lava Jato continua sendo um marco histórico no nosso sistema de Justiça atingindo a espinha dorsal do chamado presidencialismo de coalizão multipartidário distorcido para garantir o poder pela corrupção e não pelo consenso nacional dos interesses do Estado brasileiro. Qualquer abuso pessoal de algum membro do Ministério Público deve ser apurado nas Corregedorias ou CNMP, mas jamais enfraquecer o combate do crime organizado que sugam os recursos públicos independente do governante que esteja no poder”, disse ao .

O ex-juiz Sérgio Moro, que julgava os processos da Lava Jato em Curitiba, deixou a magistratura para ser ministro no Governo Bolsonaro e agora é nome cotado para disputar a eleição presidencial de 2022. O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, também já viu seu nome ser ventilado para cargos políticos e deu declarações sobre questões políticas.

 “Ninguém é insubstituível e as instituições num regime democrático estão acima dos seus ocupantes e o Ministério Público não deve ser governo e nem oposição, apenas fazer o controle da República, ou seja da “res pública””, declarou o chefe do MPE.

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