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Notícias / Agronegócio

31 Jul 2020 - 10:44

Preço do milho segue valorizado no mercado físico

Chicago fecha a 5ªfeira estável de olho na relação oferta x demanda

Notícias Agrícolas

Repórter Agro: Tiago Seiffert

 (Crédito: Repórter Agro: Tiago Seiffert)

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A quinta-feira (30) chega ao final com os preços do milho valorizados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em São Gabriel do Oeste/MS (2,56% e preço de R$ 38,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Rio Verde/GO (1,28% e preço de R$ 39,50), Itapetininga/SP (2,08% e preço de R$ 49,00), Rio do Sul/SC (2,27% e preço de R$ 45,00), Não-Me-Toque/RS (2,33% e preço de R$ 44,00), Dourados/MS (2,38% e preço de R$ 43,00), Campinas/SP (2,97% e preço de R$ 52,00) Porto de Santos/SP (4% e preço de R$ 52,00).
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, no Brasil, a colheita da safrinha está

na reta final e o dólar tem sido o driver dos preços no mercado físico. Em Campinas-SP, as referências giram entre R$48-R$49/sc, CIF, 30d.

A colheita da safrinha 2020 de milho atingia 51,6% da área estimada de 13,27 milhões de hectares na sexta-feira (24), segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.

Os trabalhos atingem 23,5% no Paraná, 10,2% em São Paulo, 28,8% em Mato Grosso do Sul, 42,6% em Goiás, 81,2% em Mato Grosso e 12% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74% da área estimada de 12,258 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 52%.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,98% e 1,91% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 49,65 com valorização de 1,91%, o novembro/20 valia R$ 50,95 com elevação de 1,90%, o janeiro/21 era negociado por R$ 51,60 com alta de 1,14% e o março/21 tinha valor de R$ 51,45 com ganho de 0,98%.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) finalizou os trabalhos desta quinta-feira com estabilidade. As principais cotações registraram movimentações máximas de 0,50 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,15 com alta de 0,25 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,26 com ganho de 0,50 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,38 com estabilidade e o maio/21 teve valor de US$ 3,45 com estabilidade.

Esses índices representaram estabilidade, com relação ao fechamento da última quarta-feira, para o setembro/20, para o dezembro/20, para o março/21 e para o maio/21.

Segundo informações da Agência Reuters, o futuro do milho nos Estados Unidos pouco mudou na quinta-feira, pairando pouco acima, enquanto o clima benigno nas lavouras e as expectativas de uma grande safra ofuscaram as notícias sobre as vendas maciças de milho dos EUA para a China, disseram analistas.

As leves altas nos primeiros contratos do milho apareceram depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou vendas de 1,937 milhão de toneladas de milho para a China, a maior compra de grãos para alimentação do país asiático em um só dia.

A publicação destaca ainda que, o mercado reduziu os ganhos à medida que os traders voltaram seu foco para o clima favorável, que alimentou as expectativas de uma enorme safra nos EUA. O USDA, que está programado para divulgar as previsões mensais atualizadas da produção agrícola em 12 de agosto, projeta atualmente o rendimento médio nacional de milho em 178,5 bushels por acre (186,7 sacas por hectare), um recorde se realizado.

“Se eu tivesse que adivinhar, veremos um aumento perceptível no rendimento de milho, e mais do que compensará qualquer queda na demanda que o USDA lançar”, disse Tom Fritz, sócio do EFG Group em Chicago, referindo-se ao relatório de 12 de agosto do USDA.

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