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3 Ago 2020 - 15:40

MCCE aciona PGR para investigar quem financia outdoors pró-Bolsonaro em MT

RD News

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 (Crédito: Reprodução)
OMovimento de Combate à Corrupção (MCCE) pede que a Procuradoria Geral da República investigue a origem de outdoors que estão sendo instalados com a promoção pessoal do presidente da República Jair Bolsonaro em várias cidades de Mato Grosso, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande. Em documento, enviado ao chefe da PGR Augusto Aras, o MCCE alega que os supostos financiadores seriam entidades do comércio e da agricultura. Por isso, pede que agências de propaganda, a Confederação Nacional do Comércio De Bens Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Agricultura  Pecuária sejam ouvidas.

“Entidades que de algum modo recebem recursos públicos para fins previstos em lei, e que não podem ser desviadas para a campanha eleitoral ou atividades político-partidárias”, diz trecho.Na representação, o MCCE ressalta que, além de propaganda eleitoral antecipada, publicidade ilegal de medicamentos, os outdoors poderiam estar sendo sustentado por recursos públicos.

“Ora, a Lei nº 8315, de 23 de dezembro de 1991 criou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) nos termos do art. 62 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Esta entidade contribui com as federações estaduais, que contribuem com os sindicatos rurais, que na ponta assinam alguns dos outdoors em apoio a Jair Bolsonaro”, diz trecho.

Os denunciantes ressaltam ainda que em 2018 a mesma prática foi utilizada para beneficiar a candidatura de Bolsonaro. E que, agora, os outdoors vão ser utilizados para buscar votos aos candidatos do presidente em Mato Grosso - nas eleições para Senado, prefeituras e Câmaras. “Outdoors fomentando o nome de Bolsonaro, que certamente usará o prestígio para o apoio aos seus correligionários”.

Auto medicação

O MCCE questiona ainda o fato das propagandas desinformarem a população “inclusive, fomentando a automedicação”. Isso porque a imagem do presidente é atrelada ao uso da cloroquina – remédio que também é usado para o combate à Covid-19, mas que tem eficácia questionada.  Bolsonaro ressalta a medicação sistematicamente como possível fonte de cura para a doença e afirma ter feito uso da medicação quando foi infectado pelo coronavírus.

Por fim, o MCCE lista 12 agências de publicidade para que sejam ouvidas sobre quem financia o material. A representação é assinada por Antônio Cavalcante, o Ceará (presidente do MCCE) e pelo advogado Vilson Nery.

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