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5 Ago 2020 - 09:13

Conselheiro do TCE que jogou cheques em lixeira durante operação no escritório dele é solto em MT

Câmera flagrou conselheiro descendo 16 andares de escada e sendo seguido por agente da PF. Waldir Teis estava preso desde o dia 1º de julho por tentar prejudicar trabalho da polícia.

G1-MT

TCE-MT/Assessoria

 (Crédito: TCE-MT/Assessoria)
O conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Waldir Teis, foi solto na noite dessa terça-feira (4) do Centro de Custódia de Cuiabá. Teis estava preso desde o dia 1º de julho por tentar prejudicar o trabalho da Polícia Federal durante uma operação no escritório dele no mês de junho.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, revogou a prisão preventiva do conselheiro na semana passada.

Câmeras de segurança registraram o momento em que o conselheiro desce 16 andares de escada para se livrar de quase R$ 500 mil em cheques durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no escritório dele, em Cuiabá, durante a 16ª fase da Operação Ararath, no dia 17 de junho.

A partir de agora ele vai cumprir prisão domiciliar. A defesa de Waldir fez o pedido da revogação ao STF da prisão no dia 23 de julho.

Investigação
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o conselheiro – que é investigado por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, foi denunciado pela conduta que levou à prisão preventiva no dia 1º de julho.

A prisão foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STF), órgão ao qual o MPF remeteu a denúncia contra o conselheiro.

Sobre a denúncia do MPF, o advogado de Waldir informou que, de fato, ele tentou esconder os cheques e que a atitude foi impensada.

"Havia justificativas para aqueles cheques e já foram explicados à Polícia Federal. Ele queria mesmo é preservar seus familiares que estavam sofrendo por conta de todas as acusações e seu afastamento do TCE", afirmou.

Operação Ararath
A Operação Ararath investiga, desde 2013, a prática de crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organização criminosa por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Além da condenação pela infração de embaraço à investigação, o MPF requer à Justiça indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, além da prorrogação do afastamento do conselheiro até o trânsito em julgado da denúncia.

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