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15 Ago 2020 - 10:30

Laudo confronta depoimento e aponta mudança em cena de crime

Mãe diz que morte de Isabele teve assassino e cúmplices

SILVANA RIBAS

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
Laudo de local do homicídio de Isabele Guimarães Ramos, 14, confronta depoimento da autora do crime e a coloca dentro do banheiro, em frente à vítima, ao fazer disparo à queima roupa, em seu rosto. Em depoimento prestado na Polícia Civil 2 dias após o homicídio, a adolescente de 14 anos, amiga de Isabele, relata que o disparo acidental da pistola ocorreu quando ela segurava a arma no closet, enquanto a amiga supostamente abria a porta e saía do banheiro. Mas os peritos concluíram que quem fez o disparo estava dentro do banheiro e que segurava a arma em linha reta, junto ao rosto da vítima. 

O disparo que matou Isabele instantaneamente atingiu seu nariz e o projétil saiu na base do crânio. Peritos reafirmam que o interior do banheiro comportaria qualquer indivíduo com altura entre 1,40 e 2 metros, com braços estendido, com arma apontada a 20 ou 30 centímetros para fazer o disparo. 

Outro ponto apontado pela perícia foi o fato de a cápsula do projétil ter sido retirada por terceiros do local onde caiu, no momento que se desprendeu da arma, após o disparo. Ela foi entregue aos peritos pelo delegado, que recebeu de terceiros. 

Fato que comprova a alterações na cena do crime, reforça denúncias de familiares da vítima, que ficaram aguardando a chegada de policiais civis da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do lado de fora da casa, no condomínio Alphaville. Segundo informações de testemunhas, o empresário Marcelo Martins Cestari, 46, pai da adolescente que assumiu o disparo, teria se reunido por cerca de 40 minutos com o advogado, policiais civis amigos dele e a filha, dentro da casa, antes da chegada da equipe oficial que atendeu a ocorrência. 

“Cúmplices criaram versão”, diz a mãe 

“Isabele foi assassinada por motivo torpe e fútil, e os cúmplices que criaram a versão de disparo acidental, para encobrir o crime, precisam ser punidos”. Emocionada, a mãe de Isabele, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, diz que a família está destruída com o assassinato brutal da filha, que completou 30 dias ontem (12). Acompanhada de amigos e familiares, Patrícia participou de uma carreata à noite em homenagem a ‘Bele’, quando as palavras saudades e justiça foram as mais pronunciadas. 

Assegura que a carreata também quer mostrar a indignação, pelo fato de que os envolvidos na morte continuam soltos, enquanto a família dela foi despedaçada. “Esta garota que atirou na minha filha teve só alguns planos mudados. Nós estamos aqui, clamando a Justiça, Polícia, ao Ministério Público que hajam de maneira célere e tratem a gente com honestidade e com respeito”. Reafirma que foi montada uma farsa em relação ao crime, mas acredita que a verdade vai aparecer. Nem ela e nem a família vão desistir de buscar a punição dos responsáveis. 

Depois da soltura de dezenas de balões brancos, a carreata com mais de 100 veículos seguiu por diversas ruas da Capital. (SR) 

Conflito sobre quem municiou 

Entre os pontos conflitantes relacionados ao homicídio de Isabele Guimarães Ramos está o manuseio da arma de fogo usada no crime. A pistola calibre 380, preparada para tiro esportivo, pertencia ao pai do namorado da adolescente que fez o disparo. Pouco antes do crime, a pistola estava em uma caixa plástica, junto de outra arma, deixada pelo jovem de 16 anos na casa da namorada. 

Em depoimento, o empresário Marcelo Cestari admitiu que foi negligente em relação ao armamento, que segundo ele, ficou no braço do sofá da sala, por horas, antes do homicídio. Na casa, além da vítima, estavam os 4 filhos adolescentes dele e um vizinho, também adolescente. Mas ele assegurou que, ao manusear a arma, fato seguido pelos demais, ela estava sem munição. 

Já o adolescente que deixou as armas na casa de Cestari assegura que estavam municiadas, mas trancadas na caixa plástica e que não estavam prontas para disparo. Não havia projétil na câmera. Já relatório da perícia no local do crime aponta que a arma do homicídio estava acondicionada dentro da caixa, no closet da suite do empresário, armazenada com as demais, de forma organizada, destoando do restante dos objetos no local. Além da munição na câmara, internamente a arma possuía um carregador com mais 16. Em depoimento, empresário diz ter testado arma descarregada munições. (SR) 

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