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29 Set 2014 - 07:00

Mercado de opções e corte de custo são alternativas para produtores na safra 14/15

produtor pode investir no etanol de cereais como uma alternativa para agregar valor ao sorgo, milho e milheto.

Agência da Notícia com Agro Olhar

 Uma das maiores preocupações dos produtores em Mato Grosso quanto à soja e o milho é a cotação em baixa, tanto no mercado nacional como no internacional. Nesta sexta-feira (26) o bushel da soja com entrega em janeiro amanheceu cotado em US$ 9,26 e do milho com entrega para março US$ 3,39. Diante de um custo de produção elevado e renumeração baixa o mercado de opções e a busca permanente por corte de custos são algumas das alternativas existentes para os produtores mato-grossenses.

As duas alternativas foram apresentadas na quinta-feira (25) aos produtores do Estado durante o seminário de Rentabilidade na Agricultura realizado ontem pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). De acordo com o gestor técnico do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Ângelo Ozelame, o cenário neste momento não é favorável, ou seja, vive-se um momento de queda de preços tanto para a soja quanto para o milho.

Hoje, no mercado nacional a saca de 60 quilos da soja está cotada em R$ 53,82 em média (setembro). O valor é inferior aos R$ 56,43 de agosto e os R$ 57,38 de maio (maior pico de preço médio). Em setembro de 2013 a saca custava em média R$ 59,05, chegando a uma média de R$ 61,91 em dezembro. Em 2014 o preço médio da saca até o momento não atingiu a casa dos R$ 60.

Já o milho verifica-se uma média de R$ 11,43 em setembro, abaixo dos R$ 11,79 de agosto. Em 2014 o maior pico de preço médio foi de R$ 20,26 em abril. Em setembro de 2013 a saca de 60 quilos de milho custava em média R$ 19,23 em Mato Grosso.

De acordo com dados do United States Departament of Agriculture (USDA), apresentados pelo gestor técnico do Imea durante o seminário, os Estados Unidos deve colher 106,5 milhões de toneladas de soja, o que é considerada uma produção recorde. A produção de soja da safra 2014/2015 do país norte-americano é cerca de 19% superior as 89,5 milhões de toneladas colhidas na safra 2013/2014.

O Brasil na safra 2013/2014 colhei 86,1 milhões de toneladas, 5,7% a mais que na safra 2012/2013. Mato Grosso foi responsável por 26,291 milhões de toneladas. As perspectivas para a safra 2014/2015 é que haja um aumento de 5,31% na produção de soja chegando a 27,6 milhões.

Conforme Ozelame, as projeções é que se tenha um estoque mundial de 90 milhões de toneladas de soja e de 190 milhões de toneladas de milho. "Há três anos, temos uma queda na demanda em relação ao aumento da oferta. Com o aumento dos estoques, os preços despencam na bolsa de valores. O efeito direto disso é que a soja saiu do patamar de US$ 12/bushel para US$ 9,60/bushel, e o milho caiu de US$ 5,00/bushel para US$ 3,40/bushel".

Diante deste cenário as projeções são de lucratividade comprometida no ciclo 2014/2015, principalmente para Mato Grosso. "E essa sinalização deve ser considerada não apenas pelo produtor, mas por toda a sociedade, principalmente num estado eminentemente agrícola como Mato Grosso. Porém, os reflexos vão atingir todo o país”, salientou o gestor técnico do Imea durante o seminário.

O Imea analisando o comportamento atual e as projeções do que está por vir sugere aos produtores que façam uma avaliação quanto a possibilidade de se investir em contratos de opção. “É uma alternativa que pode ajudar o produtor a se proteger das oscilações de preços”, frisa Ozelame.

De acordo com o gerente de Planejamento da Aprosoja-MT, Cid Sanches, outra alternativa é o cooperativismo. “A união de produtores para a compra de insumos, por exemplo, pode ajudar na redução de custos, o que é desejável num momento como este", salienta Sanches, pontuando ainda que a diversificação de atividades é outro caminho. "O produtor pode investir no etanol de cereais como uma alternativa para agregar valor ao sorgo, milho e milheto".

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