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4 Set 2020 - 18:10

Câmera flagra movimentação em mansão após disparo que matou jovem

Imagens mostram mãe de adolescente saindo desesperada para avisar Patrícia Guimarães Ramos sobre disparo contra Isabele

ALLAN MESQUITA/FolhaMax

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
Câmeras de segurança da mansão do empresário Marcelo Cestari – pai da adolescente que atirou contra a estudante Isabele Guiamarães Ramos - flagraram a movimentação e desespero instantes após o disparo que matou a jovem de 14 anos no dia 12 de julho deste ano, no condomínio Alphaville I, em Cuiabá. Nas imagens, divulgadas pelo site Olhar Direito, é possível ver o momento em que namorado da autora deixa a residência, após deixar o case com as armas com Cestari.

O vídeo fica “escuro” por várias vezes, por conta dos sensores da câmera que é acionada através do calor. As imagens mostram a mãe da autora do disparo deixando o local para avisar a mãe de Isabele sobre o disparo.
Na gravação, de pouco mais 5 minutos, é possível acompanhar a dinâmica dos fatos após a morte, como o nervosismo do empresário para tentar reanimar a jovem. O áudio utilizado no vídeo é uma gravação do momento em que Cestari liga para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e é orientado a prestar os primeiros socorros a vítima.

A princípio, o empresário diz ao atendente que a adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, escorregou no banheiro e bateu a cabeça no chão. O socorrista pergunta se a vítima está acordada, se tem pulsação, ao que o empresário responde que não. “Ela está perdendo muito sangue. Acho que está desfalecida”, diz o empresário.

No final, é possivel ver também a chegada da ambulância do Samu, no entanto, a jovem já havia vindo a óbito.
INQUÉRITO

A Polícia Civil, a jovem que atirou contou que o disparo foi acidental e ocorreu quando um case com duas armas, que ela segurava, caiu no chão. No entanto, as investigações constatou que a versão apresentada pela adolescente não é compatível com as provas e concluiu por ato infracional análogo a homicídio doloso, já que a jovem, no mínimo, assumiu o risco ao não verificar se a pistola estava carregada ao apontar para o rosto de Isabele.

Segundo a conclusão da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o disparo foi executado mediante o acionamento do gatilho, dentro do banheiro. Marcelo, pai da adolescente que efetuou o disparo, foi indiciado por quatro crimes, entre eles homicídio culposo, por ter deixado a filhar pegar a arma que resultou na morte de Isabele.

Já a menor que efetuou o disparo, responderá por ato infracional equivalente a homicídio. A punição prevista para o caso é de seis meses a cinco anos de internação. O namorado da menor responderá por ato infracional equivalente a porte ilegal de arma de fogo, por ter se dirigido de sua residência à mansão da família Cestari com duas pistolas.

Já o pai do namorado da atiradora foi denunciado por omissão de cautela de arma de fogo. A pena para este crime é de 1 a 2 anos de detenção ou multa.

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