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8 Set 2020 - 13:30

Médica teve fratura de órbita e hemorragia intracraniana após socos de advogado

GAZETA DIGITAL

Reprodução

 (Crédito: Reprodução)
Em novo relato sobre as agressões sofridas durante o relacionamento com o advogado Cleverson Campos Contó, a médica Laryssa Moraes revelou que teve hemorragia intracraniana com afundamento de órbita após levar um soco no olho. “Hoje sei as intercorrências que poderia ter causado, ter a retina deslocada, nariz quebrado, é tudo fichinha. Sou grata a Deus por estar viva”, afirmou. Na manhã desta terça-feira (8), em nota, o advogado Eduardo Mahon confirmou como a nova defesa de Cleverson e convocou coletiva de imprensa para a manhã de quarta. 

Laryssa e outra vítima do advogado, Mariana Vidotto, compartilharam suas histórias em live no instagram, que chamaram de ‘Nossa História de Violência Sem Censura’, que aconteceu na noite de segunda-feira (7). Elas detalharam situações vivenciadas ao lado de Cleverson, que foi descrito inicialmente pela médica como um homem ‘galanteador, solícito, que fala tudo que você deseja ouvir’.Mas, que na verdade, a vítima o vê hoje como um ‘lobo em pele de cordeiro’. “Uma vez, um membro da família disse que ele era muito ciumento, que eu não sabia com quem estava me metendo. Falou isso na brincadeira, mas podia ser uma forma de alertar, né?”, lembra ela, que foi agredida a primeira vez em 4 de junho de 2016, na quitinete em que Cleverson morava.

Ela relata ainda que levou um soco que hoje, como médica, sabe que pode resultar em uma parada cardiorrespiratória. “Foi na porta da casa e voei para a porta de incêndio, caída perto do elevador, que abriu. Eu entrei correndo e ele me chutou no elevador, para a minha salvação, uma pessoa pegou as imagens da câmera e me deu, achou melhor não apagar”.

Depois disso, ela recorda que as agressões ficaram mais intensas. “Elas [as agressões] continuaram. Era por ciúme, ego muito avantajado. Ele humilhava as pessoas, destratava”.

Quando passaram a morar juntos, Laryssa conta que viveu momentos de terror no apartamento. Em um dos episódios, foi acordada com socos e teve um hematoma no olho, causando afundamento de órbita, hemorragia intracraniana e até deslocamento de retina. “Minhas bolsas eram revistadas, ele revirava elas. Em uma madrugada, ele acordou e foi vasculhar a bolsa e encontrou dentro de um estojo um pen drive, que tinha coisas da faculdade, artigos e fotos de uma viagem que eu tinha feito em um relacionamento anterior que eu nem lembrava que existiam”.

Ela recordou que, em outra oportunidade, a mandou apagar todos os arquivos do computador que ‘a comprometiam’. “Ele me acordou aos socos, xingamentos de todas as naturezas. Nesse dia ele me deu uma surra por conta das fotos que ele encontrou no pen drive. Na hora que deu um soco no olho, já escorreu sangue e ele fechou. Imagina, um monstro de 1.83 em cima, é desesperador”.

Para fugir das agressões, precisou se arrastar até o outro quarto, onde passou uma semana na cama sem ter coragem de se expor. “Demorei muito para digerir essa culpa e lamento muito, tive vergonha de aparecer espancada, desfigurada. A gente é acuada com esse tipo de medo, mas era o que eu podia entregar na hora”, disse Laryssa, que tinha facil acesso aos exames de corpo e delito, por exemplo, junto ao Instituto Médico Legal (IML).

Depois da agressão motivada pelo pen drive, em outra oportunidade, o que restou do objeto volta a ser usado contra ela. Dessa vez, em meio a outro episódio de violência doméstica, o advogado é acusado pela médica de pegar o objeto e introduzir em sua vagina. “Hoje eu vou te matar sua vagabunda e vou enfiar em você. E veio, com intuito de me estuprar, colocando o pen drive na minha vagina”.

Para a médica, é muito triste e vergonhoso falar disso, mas necessário. “Vocês não têm ideia do que é dividir o mesmo espaço que esse cidadão. Não é legal a gente precisar vir aqui, a gente se expor, mas entendi que tenho esse dever civil com tantas mulheres que apanham diariamente no nosso país”.

Hoje, casada, Laryssa agradece a oportunidade de vivenciar um relacionamento diferente do que teve com Cleverson. “Meu marido sabe de tudo isso, não queria falar disso tudo, não queria que ele fosse surpreendido. Ele é sublime. Deus é maravilhoso comigo”.

Em nota encaminhada à imprensa, a defesa de Cleverson, até então patrocinada pelos advogados Amir Amiden e Rodrigo Leite, negaram ‘veementemente qualquer acusação de abuso psicológico, físico ou emocional’, principalmente contra Laryssa e Mariana – citada no começo da matéria. "Percebe-se que se trata de dois antigos relacionamentos conturbados e que foram matéria de discussão judicial. Quanto a L.M.A.C, a respectiva medida judicial encontra-se arquivada, estando seu conteúdo sob segredo de justiça”, diz trecho da nota.

Agora, com Mahon na defesa, Cleverson concederá uma entrevista coletiva para explicar os fatos. 

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